27 junho 2008

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ESPECIAL: Resumo de personagens

Agora, um rol das pessoas marcantes que conhecemos neste mes de ferias. Sem duvida, esta novela nao seria a mesma sem os imigrantes, emigrantes, vendedores, colegas, aliciadores, proletarios, anonimos e famosos:

- Gross: alcunha de Ana Maria, colombiana emigrada para terra de tio Sam. Namorada de Rafete. Arrasa nas vogais tonicas, e ficou muito insatisfeita com a qualidade dos servicos marroquinos. Afeita a "rachar um rango" de modo a economizar. Expressivo modo de dizer adeus. Originadora da expressao "That's gross!", da qual foi batizada.
- Rafete: ou Frank, devido a semelhanca com o ser alto e apalermado de autoria de Mary Shelley. Namorado de Gross (declarado, nao pudemos provar nada in loco, dada a completa falta de toque fisico ou afeicao demonstrada). Alvo frequente de oportunistas, dada a loirice de seus longos e lisos cabelos, e seu olhar estatico e de nao-negacao. A la Sancho Panza, companheiro fiel da suposta amante, jamais contrariando-na.
- Marielys: americana de origem dominicana, residente na grande maca, NYC. Divertida e sociavel, a nata dos estadunidenses. Como tal, conta euros em dolares, e se assusta com isso. Provavel futura companheira de novas viagens (opcoes: Brasil, Rep. Dominicana, EUA).
- Julia: a jovem russa que naturalizou-se americana desde tenra idade, alem de ingles da California, fala russo "quase tao bem quanto o ingles", arranha o espanhol e, metralhadora giratoria de perguntas, quer aprender o arabe. Com seu caderninho, exercia, em suma, duas funcoes: contabilizar gastos (os menores possiveis) e presentes familiares ("Thank God I have a small family") e anotar expressoes traduzidas do idioma oficial muculmano, as quais ela faz uso insistente. Enfatica quanto a fumar hookah, ou shisha, ou narguile, como queira. Claro, desde que por um bom preco.
- Sergio e Edgar: dupla (casal?) de pauistas visitando, entre outros, Italia, Espanha, Portugal e Marrocos. Muito simpaticos, oasis do idioma patrio em meio a torre de Babel quando no Marrocos.
- Edelza: brasiliense proprietaria e gestora de um simpatico restaurante em Ibiza, onde fomos devidamente orientados quanto as baladas locais. Antiga funcionaria do Itamaraty, trocou tudo quando conheceu seu esposo, tao holandes quanto bufao, cuja funcao no restaurante nao ficou devidamente clara, alem de arrebanhar clientes a beira da praia - incluse nosotros.
- Paulo: cabelereiro baiano, WU, ha 10 anos em terra espanhola, MBA no assunto, dicas mil. 10 anos sem visitar o Brasil, sem saudades. Atual habitante de Zaragoza. Ensaia uma triunfal visita a terra patria em setembro.
- Rosana: garconete membro de extenso grupo funcional e tupiniquim em restaurante buffet Las Palomas, de Zaragoza. Originaria de Fortaleza, mais que gostar, se acostumou a Espanha, onde cria a filha - que a proposito vai sozinha ao Brasil.
- Maicon, they don't care about us: WU, que nos recomendou intensamente a noite cheia de gente bonita e a melhor praia dos arredores de Lisboa. Pois. Nao houve correspondencia de julgamentos de nossa parte. Pa. Cheio de traquejos lusitanos, teceu edificantes comentarios sobre a sua nova terra, onde atua como garcon. De acordo com o mesmo, habitar na Europa tem suas inebriantes vantagens, entre elas, comprar entradas antecipadas para o show da Madonna, ou assistir nosso amigo Bob Sinclair ali na praia mesmo. Enfim, depois de horas neste ritmo de louvacoes aos lusos, descobrimos: apenas 1 mes fora de casa pode provocar mudancas reconditas no imigrante WU.
- Frank &Thomas: companheiros de frustrada noite lisboeta, suicos, casados ha 11 anos, e viajantes da Europa. Seguiram conosco para a decepcionante e batucada praia de farofeiros indicada por Maicon, they don't care about us (ver acima).
- Ricardo: madrilenho contactado virtualmente, que mui gentilmente, nos acompanhou na noite (ultima) da cidade, de bar em bar, com muita gente e animacao. Observacao: em seu aniversario, simultaneo ao do Rafael! Seu amigo conhecedor de pessoas da noite e Juanito.
- Valdirene, ou simplesmente Val: WU, casada, antiga moradora de Murcia, por motivo de desemprego galopante, retornando a Lisboa, acompanhada de casal WU goiano, aparentemente, iniciante na arte da vida em pais estrangeiro. Seu marido, de GV (Governador Valadares) nao fala espanhol, embora ela habla muy bien el castellano - pelo menos diante de quem nao fala. Apesar de seu sotaque nortista, sua origem e Santa Catarina. Entusiasmada no ensino de portugues a filipinos, soletrando palavras em boa voz.
- Colegas de quarto em Barcelona: Ben e australianos, indiferentes as regras de higiene; Peeeeerth, australiano tambem, com seu sotaque peculiar, politizado; Nipo-Americano, com sua cara simpatica, e seu bom ouvido, entusiasma-se facilmente; Texas-Girl, amiga do moreninho sem nome, simpaticos e sociaveis.
- Paula: a presenca ausente da dona da casa onde ficamos hospedados em Lagos. A la Rebecca, seu rastro personalissimo podia ser sentido no ar.
- Yohssef: marroquino com dominio da lingua britanica, de imensa disponibilidade e amabilidade. Um grande companheiro na noite de Fez, emocionou a audiencia ao narrar sua triste historia do amor muculmano que nao criou raizes. Amigo de Yuness.
- Cristina Kuchner, ou Paris Hilton: a dondoca argentina que mais provoca risos por onde passa - inclusive por cima de tumbas sacras e milenares! Seus pobre companheiro encarrega-se das mil e uma fotos, alem claro de realizar os pagamentos.
- Marco: aliciante italiano, vendedor de entradas paras as festas bombasticas de Ibiza. Sazonalmente, morador de Salvador da Bahia. Questionado quanto a origem dos tiquetes tao mais em conta, revela: "sou amigo do dono, tenho que confessar".
- Barraquete: futura vizinha em Brasilia, nome desconhecido, esposa de Rogerio. Consumidora voraz, especialmente de produtos da natural farmacia marrakeshiana, mesmo que desconheca seu uso e futura funcao. Amiga de Cristina Kurchner.

ESPECIAL: Dicionario de viagem

Pois e, estamos retornando daqui a duas horas. Para melhor compreensao da experiencia, elaboramos um dicionario de referencia, sobre os termos mais usados no percurso (observe que nao ha ordem alfabetica):

- WU: sigla para Western Union, ou seja, imigrante, brasileiro ou nao, com perfil fugidio, invariavelmente alocado no mercado informal, do subemprego ou desempregado, com parentes sedentos por remessas de moeda estrangeira (no caso, euros).
- HX: sigla para haxixe, representando todos os anonimos que abordam de modo (in)suspeito, sibilantes e ansiosos por consumidores avidos por substancias entorpecentes ilegais/tours por locais ilicitos/entradas para estabelecimentos lascivos. Populares na noite de Portugal e em Marrocos.
- "That's gross!": alusao a tudo que merece comentario imediato, particular e exclamativo. Pode, contrastadamente, significar algo de muito bom ou algo de muito ruim.
- "Mara!": do original do programa de televisao brasileira, expressao de identico significado a "That's gross!", com uso prevalecente em tom proprio de ironia.
- "Oh I wanna dance with somebody": do original homonimo da musica de Whitney Houston. Verso de preenchimento de momento vago em conversacao.
- "Oh I wanna dance with somebody / With somebody who loves me": como acima, mas apenas para momentos de exclusiva emotividade aflorada.
- Seu/meu/nosso/sua/minha/nossa(s) amigo(a)(s): qualquer personagem da narrativa viagistica, seja protagonista, coadjuvante, antagonista ou figurante, que mereca algum comentario em voz alta, por suas acoes ou pela simples existencia.
- "Arrasa!", "Arrasou!": Exclamacao real e imediata frente a acao (ativa ou passiva) de destaque de algum(a)(ns)(as) amigo(a)(s).
- "Peeeeeeeeeerth...": reacao vocabular frente a qualquer ocorrencia singular de sotaque, cadencia vocal ou nasalidade.
- "Essa ai passou, essa ai passou, essa ai passou": de origem da banda E o Tchan, comentario frente a vai-e-vem realizado por personagem(ns), sem
justificativa aparente.
- "Vai, vai, vai passando": identico a "Essa ai passou, essa ai passou, essa ai passou".
- "E vai passando pro lado de la": similar a "Vai, vai, vai passando", porem utilizada para deslocamentos de longa distancia.
- Angeliquete: botas brancas especiais noturnas, dificeis de carregar, cujo uso fora das passarelas Dolce & Gabbana provoca a atracao de olhares gerais de transeuntes.
- : se ocorrido entre 09h00 e 16h30, horario de Brasilia, ligacao originada de agencia bancaria com destino a gerente de cambio, quase invariavelmente com objetivos gerais de paparicacao de clientes de segmentacao alta renda/corporativos. Recusada terminantemente.
- "Do-la-do-de-re-cho-te-ne-mos-u-na-ca-sa": frase de efeito expressada apos a leitura ou escuta da expressao "lado derecho". Ver post de Buenos Aires.
- Fonte MAGICA: o mesmo que atracao geradora de IMENSA expectativa.
- "Voce trabalha aqui?": pergunta apos dialogo entre personagens e viajantes, quando os primeiros realizam perguntas sobre o funcionamento das estruturas turisticas locais aos segundos. Ocorre frequentemente.
- Enfatico(a)(s): adjetivo proprio de personagem que grita, veste-se ousadamente, gesticula de modo particular e/ou respira mais forte. O mesmo que intenso(a)(s).

Rafael - Ah! Madri

Pois chegamos à cidade mais simpática da Europa, e todos os seus palácios, monumentos, museus, parques, gente, metrô, e, é claro, todo o seu sol. Ele trabalha muito aqui, pondo-se lá pelas dez e te queimando o dia todo. Aparência do nosso hotel deprimente (tipo Guaicurus), mas quem vê cara não vê coração, porque por dentro ele é todo bonitinho. Perto de tudo. Museu do Prado, principal da cidade, enorme e rodeado pelo Jardim Botânico de Madri (onde não dormimos) e pelo Retiro da Cidade, um mega parque dentro do centro da cidade, onde as pessoas se bronzeiam, se exercitam nas abdominais, correm e tal. Palácio Real, simplesmente mara, super bem recomendado. Muitas praças, muito comércio, muita imigração, muita gente....... Madri não pára. Hoje ainda tem a última saída da viagem, com locais também aniversariantes, a um bairro bastante movimentado. Notícias dos próximos capítulos só na cidade que tem o mais belo horizonte do Brasil. Amanhã, quando arrumarmos as malas, vamos para ................. BH, depois de um mês andando que nem mulas! A Europa ficou pra trás. 25 anos?!?!?!?!? I don't believe in that!!!!!!!!!

Rafael - Meknes e Fez

Pois é, ainda teve passagem panorâmica por Mekness, depois de 5 horas de viagem no nosso megabus e parada para almoço em restaurante marroquino de estrada, estritamente recomendado por nosso guia, onde pudemos sacar dirhans em caixa automático. É isso aí, não há dúvidas mais quanto à possibilidade de ficar sem dinheiro no exterior com os cartões internacionais BB. Até na boca do deserto, no meio do nada, vc consegue dirhans! Pois bem, Mekness, só panorâmica mesmo, nada de mais. Depois de mais um tempinho de viagem e interação com nossos amigos de bus, chegamos a Fez, cidade marroquina, onde passamos duas noites. Hotel Sofia, longe de ter pertencido à Rainha Sofia espanhola. Bem meia-boca, 4 estrelas (?????????????), jantar ruim, café da manhã super mais ou menos. Visita a medina, tal qual Marrakechi, medina desta vez maior. Comércio árabe intenso, fotos com roupas locais, mas nada de cobras e macacos. Ah, a Western Union está na porta da medina! Vestido com blusa brasileira, fui constantemente saudado pelos locais. Pós almoço típico marroquino no almoço, tarde livre. Passeio pela avenida principal, rodeada por bares frequentados apenas por homens, ida ao Mc Donalds local, point da cidade, dada a inexistência de vida noturna. Após interação com marroquino-que-fala-inglês-muito-bem, noite agradável em bar que vende xixa, amplamente requisitada por nossas amigas americanas. Conhecemos um pouco da realidade de quem vive mesmo a cidade e toda a peculiaridade árabe. E a África ficou pra trás, com todos os seus personagens!!!!!!!!!!!!

24 junho 2008

Tanger, Rabat, Casablanca e Marrakesh

Varamos a madrugada de onibus, ate Algeciras. Ali, Ponta Pora local, tomamos nosso cafe junto aos aliciadores suspeitos, na prospera regiao do porto daquela "linda" cidade de fronteira. Nao satisfeitos, tivemos tambem uma gentil interacao com a policia local, que questionou nossa longa espera pela excursao - cuja qual finalmente apareceu, apos telefonemas internacionais, com uma hora de atraso. Fomos recepcionados pelo Mr. Gentileza Ze Bonitinho marroquino. Bem. Logo nas imediacoes d'A Travessia (Europa-Africa), de barco, ja nos integramos aos brasileiros Edgar e Sergio. Tomamos nota visual do grupo: familia uruguaia, jovens americanos, casais australianos, romenos, outros brasileiros, e, claro, argentinos. Desse ultimo, um deles composto de ninguem menos que Cristina Kirchner, conhecida pelos ianques como Paris Hilton portenha. Uma flor, essa nossa amiga. Enfim, o tao esperado por todos, Marrocos de Jade, Lucas, Zoraide, Latifa, Nazira e Sahid. Apos a fronteira, deparamo-nos com aquilo que perseguiriamos incessantemente em tierras marroquies: o onibus. Esse companheirao nos conduziu da nao menos fronteirica Tanger para a imperial Rabat, onde visitamos o segundo mais bonito mausoleu do mundo. Sem desgrudar do onibus, seguimos ao hotel, de um bom gosto peculiar, para o jantar (incluido) e cama. O segundo dia seguiu rodoviario, com a evidente Cristina-Paris realizando perguntas e gafes sintomaticas. Nao posso deixar de citar o importante trabalho de Mohammed, ou simplesmente Mo para nos, ajudante do guia Nabil, e especializado na contagem quase instantanea e sempre silenciosa de membros do grupo. Mo e para nos a presenca enigmatica que simboliza o misterio do Marrocos. Conhecemos, de panorama, Casablanca, a maior mesquita do mundo e, trespassada horas nos colega autobus, um palacio mourisco, um cemiterio imperial, a medina de Marrakech e sua heterogenea praca, onde Rafael evitou integracao com tatuadoras de henna, encantadores de serpentes, domadores de macaco e batedores de carteira. Como ultimo passagem, nao haveria de faltar, a classica lojinha, no caso, de essencias e infusoes, onde o grupo do parlez-vous anglais ficou maravilhado com os poderes das ervas e raizes. Por fim, tendo em vista nossa nao-participacao no jantar-show berbere, de modicos 50 euros, agrupamo-nos aos americanos estudantes e maos-de-vaca para uma boquinha na lanchonete local, muito economica e razoavel.

19 junho 2008

Rafael - Sevilha

Pois é, dizem que Sevilha é a cidade mais espanhola das espanholas - e é verdade. Show de dança flamenca em várias casas, praça de touros, castanholas, música espanhola, gente espontânea e intensa nas ruas...... E que calor, hein? 40 graus à sombra, com o sol te queimando a pele in loco. Descobrimos que é a cidade européia que registrou a maior temperatura já observada no continente! Ô! E como sentimos na pele. Bem, Palácio El Alcazar bem gótico, bonito, cheio de turistas, a maior igreja gótica do mundo. Arena de Touros aberta ao público, bem característica e dramárica. Praças, parques e ruelas com comércio intenso, muita gente de roupa comprida na rua (???????), poucos imigrantes. Show flamenco bastante intenso e contagiante (Casa Carmen Arte Flamenco), com vários japoneses presentes, entusiasmados com a agressividade da dança, diametralmente oposta às suas tradições. Bem bonito! Ah, e um rio corta a cidade, como é peculiar das cidades européias. Nada mais nada menos que o Rio Guadalquivir, e sua grande orla, por onde circulam, correm, bebem e comem os sevillenses de plantão. Cidade viva, bronzeada pelo sol do verão europeu!

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Lagos

Assim, depois de atravessarmos a regiao do Algarve de trem, fomos em direcao a lindinha cidade de Lagos, procurando a tao esperada Casa Paula, onde nos hospedariamos a seguir. Pois bem. Localizada numa rua indistinta, giramos, malas as maos e as costas, o centrinho, os bairrinhos, as vielinhas, toda a diaba da cidadezinha, para, com muitissimo custo, chegar e suas frontais portas encontrarem-se fechadas! Ja aboletado e com o peito em chamas, ligamos para o telefone indicado, sem sucesso. Minutos depois, nosso amigo Eduardo, da Casa Paula, recepciona-nos fleumatico. Pois nao. Adentramos no que entao seria, afinal, nossa... casa! Quarto, sala, cozinha, quarto de banho... Uma graca essa tal de Paula. Mais um infindo trajeto ate o McDonalds local (que de local so tem o epiteto), e assentamo-nos. Muito turistico, correcao, britanico, o Algarve. Plena segunda, bares e restaurantes cheios dos ingleses com cara cor de rosa. Dia seguinte, cedo, praia, tambem "local". Tudo bem. Uma caminhada olimpica, mas pelo menos um tempo perfeito - um sol circular, dourado e majestoso; do jeito que brasileiros gostam. Paradinha pro almoco, mais uma prainha, esta sim, vizinha e de casa. Jantar e cama, porque o autocarro para Sevilha parte as 07h30.

18 junho 2008

Rafael - Lisboa

Ora pois, depois de uma noite no trem da morte e de um forçado chá de cadeira no feriado de Sto Antônio lisboeta, partimos a apreciar a capital dos nossos colonizadores. Doce ilusão nossa achar que podíamos falar um pouco a nossa língua agora. O peculiar português de Portugal é tão difícil de entender como o gregom ainda mais com a boa vontade de nossos amigos. Visto o vasto tempo disponível até às 17h - prazo estipulado para o fim da megalimpeza providenciado pela mega equipa da Pousada da Juventude - fomos à famosa Torre de Belém e imediações, sob um sol de 40 graus. Muitos, muitos, muitos turistas a pé, de ônibus, de trem.... Torre pequena, mas bonita e enfeitada com as cores portuguesas - assim como o resto da cidade, em função da Eurocopa - , às margens do rio Tejo, paisagem para novelas. Mosteiro dos Jerônimos, imponente e arqueológico, e Museu de Design, moderno, valeram a pena. Pra completar o tour, a centenária Confeitaria de Belém, onde se servem os tb centenários pastéis de Belém, simplesmente MARA, td de bom. À noite, visita ao Bairro Alto, tipo Ouro Preto, reduto dos bares e restaurantes da cidade, muitas opções e comida boa. Dia seguinte, visita a Palácio de São Jorge, outro ponto de visitação da cidade, bem bonito, vista excelente da cidade. Mais tarde, interação com turistas suíços, que se adentravam como nós pelo Bairro Alto à procura do lugar ideal para investir a noite. Pouco ambientados à dinâmica portuguesa, não demos muita sorte e o máximo que conseguimos foram abordagens para consumo de haxixe, maconha e até cocaína. Com companhia para a praia no dia seguinte, fomos a Carcavelos, tida como a melhor das lisboetas. Pouco portuguesa, muito batuque, farofa, ventos rajantes, água congelante........... Volta para o hotel, parada no Subway para um lanche, no domingo português, onde absolutamente ninguém fica dentro de casa, ainda mais tendo jogo da seleção pela Eurocopa. Até show completo inca tinha na praça. Dia seguinte, trem para Lagos, Lisboa ficou pra trás, que saudade dos pastéis de Belém!!!!!!!!!!!!!!!!

13 junho 2008

ESPECIAL: Trem da morte

Ok, Zaragoza ficou pra tras. Bagagem retirada, direcao da estacao de Delicias, em obras, uma delicia! Trocamos nosso trem reginal maria-fumaca por um tren rapido, destinaccion Madrid. Otimo, trocamos trem, chegamos em Madri, trocamos de estacao via metro sem maiores problemas. Aguardamos com paciencia e muita dose de observacao a paisana o horario para Lisboa - 22h45. Chegamos, acomodamo-nos. Nao tinha leito, tudo bem. Mas saca so: nossos vizinhos, brasileiros: casal WU (leia-se, Western Union), adidos de uma amiga hace mucho viviendo en Espana, pero, sin empleo, volvendo a Portugal. D-I-S-C-R-E-T-I-S-S-I-M-A! Em associacao, a sua frente, filipino-ianque, que, pasmem falava algo de portugues - pra que! Nossa amiga principiou uma aula, no mais alto e bom tom, com direito a traducao para um espanhol "indefectivel" e um portugues brasileiro nordestino. Um arraso. Isso foram horas. E o trem da morte ainda teve parada, sem direito a feijoada, sem explicacoes, sem entretenimento. Ok. Em Lisboa, apos uma rapida parada para reseva de bilhetes destino Lagos, chegamos ao hotel, digo, Pousada da Juventude. Pois nao. A nossa novissima amiga, Ms. Luso-Simpatia, nos informa que o quarto so estara disponivel as 17h00. "Que tarde!", digo eu. "Nao e tarde", responde a gracinha, "e que o pessoal realiza check-out as 12h00 e portanto so temos prazo para limpar ate as 17h00". Ta meu bem! 5h de acao desinfetante e auto-consevante!!!!!! Aguardemos o status desse quarto de higiene hospitalar...

11 junho 2008

Rafael - Zaragoza

Zaragoza, cidade relativamente pequena e famosa por turismo religioso (Aparecida do Norte da Espanha), cheia de brasileiros a trabalho..... Rosana, Paulo, todos do Nordeste e com experiencia razoavel no Velho Mundo. Cidade peculiarmente espanhola, nao funciona nada a tarde. Fecha-se tudo meio dia e so reabrem por volta de cinco horas. Tem-se a impressao de que nada funciona na cidade. Igreja do Pilar linda, grande, destaque da cidade, coisas baratinhas no supermercado, tornamo-nos consumidores assiduos dos produtos Eroski (Carrefour local, tipo). Noite pouco badalada, cidade preparando-se para a Expo, a Feira Mundial da Agua que comecara no sabado. Hotel bem localizado e relativamente bom, nao fosse o problema de escoamento de agua no chuveiro, que faz transbordar agua quarto a fora. Chuva, chuva, chuva........ A cada dia, acostumamo-nos mais a caracteristica dinamica espanhola. Amanha, Lisboa!

09 junho 2008

Um aparte de la cava

Estou aqui esperando Rafaelzinho de Iraja acabar sua arrumacao - enquanto estava on the web eu tomava um banhinho de banheira semiquente bebendo uma cava espanhola demisec. Tres chic, desole pra quem nao pode. Enfim, vendo fotitas, despues de las news de Brasilia, acreditam que estou com saudades antecipadas (DF) e posteriores (Europa)? Ah o alcool ibizenco sobe ate as mais altas cabecas... Bjs.

07 junho 2008

Cabo Frio, perdon, Ibiza

Aqui chegamos na Regiao dos Lagos da Espanha. Madrugamos, chegamos ao Malibu, digo, Playa Sol, e tivemos que esperar, as margens da piscina, claro, la habitacion quedarse lista y limpia. Depois uma voltinha e ja fomos abordados pelo amigo Marco, italiano-que-mora-em-Salvador-no-inverno-europeu, que nos vendeu a pechincha de 10 euros a entrada para a opening da El Divino. Desconfiamos, mas adquirimos. Adelante, vimos o forte de Cabo Frio, I mean, Ibiza. A cidade praiana tal e qual a co-irma fluminense. Poucas pessoas na rua a tarde, hibernando para a noite. Depois de um descanso merecido, dirigimo-nos, on foot, para o porto, onde ficam as baladinhas. Nem uma alma viva. Alguns perdidos como nos; uma dupla inglesa (sempre eles) se juntou e seguimos, sem a certeza do caminho. Mas bastou seguir o fluxo - majoritariamente masculino - e ca estamos. Nosso amigo Marco nao nos enganou e entramos. Sem novidades, muita gente, fauna variadissima, idades, corpos, sexualidades aparentes, comportamentos, nacionalidades e roupas, principalmente. Digamos, uma experiencia antropologica, como disse minha amiga blogueira. Como nao havia condicoes financeiras de experimentar o bar (agua = 9 euros), ficamos na analise mesmo. Na volta, o frio classico da noite espanhola, que ja ia se encerrando. Hoje, Rafael, um tanto decepcionado com a falta de abordagem/contato fisico, vai pesquisar destinos mais palataveis. Eu, linha Katia, sigo. Besos.

04 junho 2008

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Barcelona III - Adendinho do Breno

Buenas tardes, todas las flores de las tardes. Enquanto rafael dorme, informo o dia as free as I can do it de hoje. Divisao de grupos, mulheres arrebatadoras a frente, homens dorminhocos atras. Uma prainha, no mesmo perfil fraco europeu, mas cheia e ensolarada. Ta de bom tamanho. Topilessi na areia, um mimo. Depois o Parc de La Ciutadela, bom e normal. O bairro Borne tem la uma boa identidade e e uma gracinha. Umas pizzinhas boas. Foi isso. Ah, em tempo: os posts tao informativos - os comentarios, pedintes nao? Pobre Rafael, marinheiro de primeira viagem, vou lhe ensinar os ouvidos moucos!

03 junho 2008

Rafael - Barcelona II

Cá estamos e continuamos em Barcelona, cidade das calçadas largas, das mesinhas bonitinhas no meio delas, dos museus, dos prédios históricos com fachadas trabalhadas, das crianças, dos jovens e dos idosos........ e da chuva também.
Passeio a Europa com direito a muitos museus, ainda mais com um grupo com duas arquitetas e um desginer gráfico. Já foi Picasso, Miró, Gaudi, e ainda tem um tanto. Cada lugar é uma descoberta, e a mais simples obra torna-se uma hecatombe sob o olhar das arquitetas Dora e Roberta. Tem também museu militar, pouco variado, perto do Porto do Barcelona, teleférico e comércio intenso. A loja Desigual é tipo a C & A daqui, popular e encontrada em todas as esquinas. Igreja Sagrada Família, sob enfática reforma, é mara.
Albergue lotaaaaaaaaaaaaaaado, gente do mundo inteiro. Em nosso humilde quarto, divisão com outras sete pessoas intensas e assíduas, que realizam inclusive sua alimentação dentro do aposento coletivo. Parece que o furacão Katrina passou por lá, mas esse tipo de acomodação coletiva será só aqui em Barcelona. Legais e simpáticos os colegas são, mas dá um trabalho dividir um quarto com doze camas.
À noite hoje, jantar com dignidade. Pratos bem internacionais: risoto, escalope (olha o café com Letras aí, Simone!), uma tábua de frios catalã, um suco bem natural (o que é raro aqui) e uma garçonete atrapalhada, mas simpática e a única até agora que mereceu uma gorjeta. Amanhã tem muito mais à nossa espera, tomara que sem chuva!

01 junho 2008

Rafael - Barcelona I

Primeiro dia em Barcelona, depois de fila longa na imigração portuguesa e vôo perdido para a Espanha. Chegamos e nos instalamos (?!?!?). Albergue num local tipo Savassi, perto de tudo. Quarto divididíssimo com outras sete pessoas, mais nós cinco, praticamente uma Torre de Babel. Tem Austrália, Japão, Canadá e mais alguns desconhecidos; por enquanto, somos grupo majoritário. Café da manhã, banheiro comunitário, lounge de (espera-se) convívio. Passeio pela cidade a pé e sem rumo, dia livre. Sol até nove da noite, ventinho um pouco frio, clima agradável, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita gente na rua; afinal, a Espanha é o segundo país mais visitado do mundo. Cidade bastante movimentada, viva, crianças, muçulmanas, restaurantes mil, museus, shopping, gente bonita, Western Union pra tudo quanto é lado, Telebanco tb. A partir de amanhã, passeios mais programados. Vamos ver se dormiremos bem ou se pelo menos conseguiremos dormir! Enfim, é o início de tudo!

Aeroporto de Lisboa

Bom dia, Brasil! E ca estamos, ora pois, no aeroporto de Lisboa, que como todos os demais, tem aquele bafao regular. Voo foi perdido, conexion hacia Barcelona abalada. Raquel, prima da Dora, por sua vez minha prima, seguiu com seu passaporte cerejao, linda e loira. Ja deve estar devidamente hospedada em casa de conterraneos europeus. Quanto a nos, que aqui estamos e pelo voo esperamos, permanecemos em companhia dos barraqueiros, tambem regulares, brasileiros ou nao, certamente usuarios da Western Union. Um charme so. Enfim, bem vindos as ferias, e aos novos posts das viagens de 2008.
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