06 novembro 2009

2009 França - Paris (com Lisboa rápida)

Então, o vôo direto tem sua boa vantagem de gastar menos tempo, mas em compensação existe uma tendência à popularização, ou fubarização, da Europa, né? E não foi diferente. Em Lisboa, nunca um processo de imigração foi tão rápido. Parabéns. Cigarro para o fumante, táxi para Belém. Lá, donos dos arredores, observando os jovens pós-baladas. Visita panorâmica (leia-se, sem entrar) pela Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos e Mosteiro dos Jerônimos. Culminamos no ansiosamente esperado pastel de Belém, uma unanimidade. Como era muito cedo, pegamos um bondinho e fomos ao centro de Lisboa, à Baixa (uma pena a Praça do Comércio estivesse fechada para reforma), Rossio, Chiado. E mais junks pós-balada. Ficou assim. Táxi de volta ao aero.

A chegada à Paris foi na base da chuva. O passeio previsto,Torre de Montparnasse, foi cancelado devido ao mau tempo. Substituímos pela visita noturna à vizinhança, com direito ao Pigale (aka baixa  Augusta) e ao Moulin Rouge. Depois, jantar no Le Relais Gascon, cfme. indicação da amiga francesa do Tadeu. Acertadíssima. Porções americanas de comida francesa, mara! Depois, cama e ta ótimo.

O hotel, vale dizer, é adequado e bem localizado. Estamos entre três estações de metrô, ao redor de muito comércio local típico (peixarias, padarias, cafés, açougues, adegas, queijarias...) e coladinho na Sacre Couer, nosso destino da manhã, após um breve e mirrado café continental. Subimos, até os pulmões do Alê gritarem, e o tempo claro permitiu uma linda vista da cidade.

Descemos, metrô direto ao Arco do Triunfo, com direito a céu azul. Muitas fotos, muita emoção, muito glamour na Champs-Elysées. Caminhada, quebramos pela Av. Montaigne, impeditivíssima ao bolso. Desvio para a Pl. de La Concorde, e o golpe do obelisco egípcio, Tuilleries (céu já cinza) e, pra já começar a estadia, Louvre. O almoço, no bandejão, foi razoável. A visita foi guiada, corrida mas vencida. Na saída, atravessando Ile-de-la-Cité, Saint-Germain. É claro que o Alê encontrou um conhecido na rua!!! Depois de uma malfadada tentativa de refeição no péssimo Café de Flore (incluído mau humor pessoal), fugimos para nosso querido bairro, Montmartre, onde fomos felizes no jantar. E casa.

O café de hoje tomamos bem tomado: Café de Deux Moulins, o da minha amiga Amélie Poulain. Muito digno. Depois, D´Orsay. Dado o atraso da turma no schedule da programação, abandonamos o Rodin. Aí começou a busca árdua pelo restaurante Le Café dês Lettres, que restou frutífera e saborosa.     
Detalhe: a turma se divide para o trajeto à próxima atração: equipe a pé, Breno e Luciano, e equipe “Invalide”, de metrô, Alê, cuidador de idosos, e Tadeu, o idoso cuidado. A primeira, atravessa o verdadeiro Les Invalides, e o túmulo do Bonaparte, pra chegar à apoteose parisiense: Eiffel.

A despeito do frio, ainda que resistível, Luciano ficou encantado. Nem enfrentamos fila. Subimos logo e lá ficamos até anoitecer, quando a torre se iluminou e surpreendeu a todos. Na volta, muitas trocas de metrô. Compras no nosso bairrinho, e lanche em casa. Para os alimentos refrigerados, penduramos uma sacola pro lado de fora da janela, o que valia de geladeira.

Logo cedo, destino: Versailles. Todo o percurso em RER. Logo na entrada, a decepção: nosso lanche não poderia entrar, encerrando nosso projeto de piquenique. Uma pena. Que se há de fazer, locker pra que te quero. O castelo, no seu luxo-parâmetro, impressionou a todos, especialmente o espetacular Salão de Espelhos, que estava em reforma na minha outra visita. Depois, todo o trajeto pelos jardins, muito menos impressionantes nesta época de outono, mas ainda bem bonitos. Petit, Grand Trianon e procura pela quase-secreta aldeia a Antonieta. Depois, trenzinho para poupar os joelhos da ala geriátrica.

Chegamos cedo em Paris, antes do previsto, e a dupla “Invalide” foi visitar a amiga-indicadora-de-bons-restaurantes. Eu e Luciano rodamos pela Notre-Dame, pela Ile Saint-Louis, Quartier Latin, Panteão, Marais com macarons, e, com pernas em frangalhos, Pompidou. Lá adoramos uma mostra do Jim Hodges, e suas obras de “Amor”. Na volta para casa, uma parada rápida no Mc mesmo, que estava à mão.

No último dia, eu e Lu, depois do já clássico café da Amélie, fomos às compras. Souvenires, parafarmácias, Les Halles, videogame, suco de frutas(!), almoço rápido, corrida com chuva, bate-e-volta nas Galerias Lafayette, vinho, ufa! Em cima da hora no hotel, quase que não chega o táxi. Vôo ok, educação francesa regular, free shop em Lisboa mesmo. No vôo pra casa, dormimos até! E até a próxima.
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