30 novembro 2010

Santiago

Já não satisfeito com Buenos na seqüência da Europa, inventamos Santiago pra aproveitar o feriado dos evangélicos, exclusivo de Brasília. Novamente, vôo da 05h05 pra mim e pro Luciano. Desta vez, o avião até o Chile, conexão Guarulhos, era grandão. A surpresa do vôo foi avistar a linda cordilheira. Na chegada, imigração razoável. Para o câmbio, saque no ATM local, limitado a 2.000 pesos, uma mixaria. Enfim. Caímos no golpe do "receptivo" do aeroporto, que nos encaminha ao "transfer" - também conhecido por um cara que pega um táxi pra gente na hora. Isso eu podia fazer! Ok então. Na cidade, rapidinho chegamos ao hotel, na principal avenida, a genérica Alameda, que muda de nome ao longo dos bairros. Roxos de fome, num sábado à tarde, comemos no Burger King à mão. Fomos rodar pelo centro, Plaza de Armas, Mercado Central, etc. Descobrimos a Bienal de Design de Santiago, muito bacana - começava naquele dia! De volta, uma descansadinha básica, para um jantar, reservado previamente, no Zully, muito fino e gostoso. Na saída, zanzamos pelo Bairro Brasil na madruga, e tentamos ir ao Boulevard Lavaud, mas não entramos porque já tínhamos jantado e tava com uma cara de rest muito mais que de bar.

Dia seguinte, andamos até Bellavista , para o cerro San Cristóbal. Lindo o parque, cheio (mas bem cheio) de gente correndo, e andando de bicicleta. Subimos de funicular até a virgem de Guadalupe, ops, Inmaculada Concepción. Depois, animados, descemos a pé, em espiral, até a saída do bairro Providencia. De lá, depois dum giro rápido, esbodegados de cansaço, tomamos o metrô até Los Condes, caminhando numa avenida à la Eixo Monumental até o shopping Parque Arauco, bem cara de brasileiro, estruturado e lotado! A praça de alimentação, interna/externa é uma delícia e comemos no Tanta, um peruano informal e delicioso. Depois de voltar e descansar no hotel, mais uma vez reservamos e fomos jantar no Nolita, também em Providencia. Uma delícia, apesar de vazio (domingo à noite?) e muito bom atendimento. Como era cedo, voltamos a pé para casa; só te digo uma coisa: 7,5 km em sapato me deixou com marcas por 1 mês! Ao longo do trajeto noturno, seguro, éramos acompanhados pelos famosos cães abandonados de Santiago - o que, a propósito, achei um absurdo! O Chile não tem regulamentação de proteção aos animais e tem uma imensa população de cães de rua. Dá dó. Achei discrepante deste povo que é tão civilizado.

Segunda foi de rolé pelo centro, centro cultural debaixo do La Moneda, Bellavista, de novo, e o bairro Paris-Londres, que não tem nada! Fomos almoçar no shopping Patio Bellavista, num rest razoável. Foi um dia tranks, caminhando bastante. À noite jantamos no famoso Como Água para Chocolate, bem gostoso, com entradas ENORMES - maior golpe à la EUA. Saímos de lá rolando até o hotel.

Terça fizemos check-out etc etc. Aeroporto bem organizado, supertranks. Vôos lotados, muito estrangeiro fazendo conexão internacional no Brasil. Mais um feriadão bem aproveitado!

16 novembro 2010

Buenos Aires com a turma

Nem bem chegamos da Europa, já embarcamos pra BsAs um mês depois. Aquele vôo delícia de BSB a Guarulhos, às 05h05. Dormimos por uma hora de sexta pra sábado, mas tá valendo. Em SP, encontramos, já na sala de embarque, a dupla de estreantes em viagens internacionais: mamãe e tia Sandra. Animadíssimas. O vôo TAM transcorreu na normalidade. Já em Ezeiza, uma demora infinita pros ônibusinhos de pista buscarem as duas colegas retardatárias - resultado: demoramos umas 2h a mais do que o previsto entre imigração e câmbio (não despachamos malas!). O transfer que nos aguardava já estava impaciente, mas whatever, tô pagando... O apto, da minha senhoria, Srta. Blanca, era bem localizado no Palermo, quase no Soho. Todo confortável, com grande área para os pagodeiros fazerem churrasco e tudo. Chegamos e fomos almoçar naquele restaurante da esquina, casual mas bem gostoso. Seria a primeira das várias vezes que íriamos ali :)  Alegando reconhecimento de terreno local, sugeri uma volta pelo bairro, despretensiosa. Todos de acordo. O fato é que a mesma acabou se tornando uma jornada até o norte de BsAs, passando pelos muitos parques da cidade, pela famosa flor-que-abre-e-fecha e culminando em Puerto Madero. Claro que me acabei (como diria o Rafael...) no sorvete de doce de leite da Freddo. Era uma lambança só, como me é peculiar. Na volta, subindo ao centro para tomar o metrô (porque todos já estavam com as pernas doces), passamos por uma corrida promovida pela Nike; era um mar de blusas amarelas neon nas ruas. Nem todos estavam preparados: teve até enfarte. Em casa demos uma descansada básica e saímos à noite pra jantar pelo bairro, parando no La Pharmacie, com suas empanadas deliciosas!

Dia seguinte, a programação, não muito cedo, envolveu tomar um café da manhã nos arredores e caminhar até o parque e o zoológico, onde mamãe se encantou com o urso polar. Na seqüencia, rumamos para o apto da 2ª leva a chegar, Aldair, Laura, Renata e amigas. Já era tempo de estarem por lá. No entanto, insistimos na campainha e nada. Já desistindo, de súbito aporta um táxi. Desce Aldair, e seguem Ananda e Rafael Motta para o apto respectivo. Já já reencontraríamos. Perguntando pelas meninas, Aldair me informa que já haviam saído do aero antes dele. E nada. De novo, de súbito, a porta do edifício abre e sai uma Renata lépida e descontraída, muito da aclimatada, despedindo-se de sua senhoria, uma garoto da mesma idade. Já xingando, levantei, ironicamente, a alternativa de que ela não teria escutado o interfone dada a sua bem conhecida (e divulgada) "surdez de um ouvido". Garotas instaladas, Aldair bendito o fruto, seguimos todos para o apê de número 3, como as filhas do Sílvio, onde estavam o Motta e Ananda. Uma caminhada de 20 minutos. Lá, desce o casal e vamos almoçar, num clima de muita confusão e camaradagem, no restaurante, adivinhem, da esquina do NOSSO apto. Aquele mesmo! Todos acharam graça quando o garçon demonstrou familiaridade conosco... Ali, numa ampla mesa na calçada, estávamos super em casa, comendo e bebendo bem. Passou cerca de uma hora, consultei o relógio. Pelo andar da carruagem e da morosidade do aeroporto, especulei que Isabel, Augusto e o bebê Estêvão pudessem estar chegando no apto 3. Fui lá conferir, rapidinho. Na porta do apto, nada. Dei uma conferida para garantir que não haveria um novo táxi súbito com os viajantes - nada também. Eis que no outro lado da rua, o casal meio perdido, carrinho de bebê e malas. Eita! Tinham desembarcado por coincidência naquela hora, e nos arredores, pois não haviam anotado o número exato do prédio. Ufa! Augusto sobe e guarda a bagagem, para depois nos juntarmos aos demais! Sucesso. Após o feliz almoço, sorvete da vizinhança, o Munchi's, bem na outra esquina de casa. Delícia novamente. À noite, tango intimista no Bar Sur, lá em San Telmo, via táxi. Muito bonito, incluindo os dançarinos de ocasião, Rejane, Augusto, Isabel, Aldair, Ananda etc e a campeã de público, Laura. E o cantor Luciano hahaha. Na volta, já tarde, umas empanadas num bar meio fecha não fecha.

Segunda foi dia de rodar pelo centro, só nossa turma do apê de número 1, tomando café, passeio pelo Palermo Soho, pegando metrô, e comprando mooooito pela Florida e arredores, alfajores, bolsas, sapatos... Almoçamos na Galleria Pacífico, razoável. Voltamos pra descansar em casa, e depois de passar no apê de número 3 dos casais, comendo pizza e paparicando o Estêvão, esperamos os atrasados do apto 02. Táxis a posto, já tarde, rumamos, só as turmas 1 e 2, ao Palermo Soho, para encontrarmos o restaurante indicado pelo Aldair fechando, claro. Restou um outro, ótimo também... Todos satisfeitos, fomos pra casa.

Último dia foi só para tomar café e aeroporto (ficaram os grupos dos demais apês, para uma semana de muita parrilha e doce de leite). Muito free shop, estresse na lanchonete cara e de péssimo atendimento da sala de embarque; vôo regular. Em SP, despedimos e o grupo se desfez, Luciano e Breno a BSB e Rejane e Sandra a BH. Até que foi tudo bem no vôo de volta e estava em casa umas 23h30... Um bom resultado para o feriado!

12 outubro 2010

Roma II (findando em Lisboa)

A preguiçosa quinta-feira foi para complemento das (mais) compras... Acompanhamos as garotas à, sempre ela, del Corso. No fim, gloriosamente subimos ao parque da Villa Borguese, onde repetindo hábitos, cochilamos. Ao acordar, caminhamos pelo parque, até o lado oposto, na Via Veneto. Muito encantamento pela área mais fina da cidade. Fomos andando meio aleatoriamente até sairmos na nossa amiga Piazza de Spagna. Tava um lindo fim de dia. Os quatro concordamos com o ritmo low profile - entramos num bar com terrazza e curtimos o pôr do sol com mojitos, deliciosos, de 12 euros. Muuuuito bom... Na descida, mais umas lojinhas de cosméticos, colaterais. E uma boa caminhada até o Coliseu, iluminado por luzes meio chinesas. Sessão de fotos clássica, usando um tripé comprado pela Si de um coreano ambulante. Sucesso. Para o jantar, depois dos banhos, a volta ao restaurante na Via Trastevere, que estava fechado na segunda. Bom, mas nada demais. Aí, todos produzidos, rumamos para as baladas na região do Monte Testaccio, uma colina de detritos antigos, onde uma rua circundante abriga muitas boates. Parece que o negócio é ficar na rua, em clima de muita azaração :) Dispensamos a boate latina, e a da turma do Fiuk, e fomos para a linha doida - entrada free. Confirmando as expectativas, muitos drinks, muita gente até o chão e muito Pa-pa-pa-pa-pa-parlamericano! Ficamos por ali até uma certa confusãozinha, com direito a narizes sangrantes e tudo, com uma desanimada do público. Aí, tomamos o táxi pra casa, com um motorista muito simpático.

A sexta foi de compras a sério para quem queira: outlet para Rafael e Ingrid. Si saiu solita e foi saracotear pela cittá. Eu e Lu acordamos tarde. Ele quis almoçar num outro rest recomendado, com um atendimento lentíssimo. Depois, visitamos a igreja da Santa Maria de Trastevere e rodamos sem rumo pelo bairro e pelo centro, parando em novas sorveterias! Todos se reencontraram à noite, e, depois de um jantar sem maiores expectativas, voltamos ao boêmio Testaccio. Mais uma vez, fomos à boate amiga, até o esperado  chill out. Então que a Ingrid quis conhecer a turma latina - uma complicação pra entrar: fila grande, só entrava casal. Mas lá dentro, nada de chicanos - a turma italiana de sempre, bem fumante. Na volta pra casa foi triste achar um táxi. Eis que surge uma voz - "Viale Glorioso!"- era nosso amigo, o taxista. Muito engraçado, parecia van - "Rodoviária!" - mas providencial!

Sábado, last day das garotas, foi de almoço tardio no bairro, e, depois de nova tentativa frustrada de busca de uma indicação gastronômica, terminamos num rest tipo cooperativa, muito gostoso. Como não deu pra ir aos jogos de vôlei, fomos pra casa, descansar e assistir. Pra fechar bem, saímos. Meninas ao Testaccio, meninos à festa pesquisada pelo Rafael. Lá, outra série de boates e muita gente na rua. As boates (porque era uma festa conurbada!) eram tipo clássicas. Foi o de sempre. Eu e Lu voltamos mais cedo - a pé, porque táxi não tinha ali. No trajeto, não estivéssemos na Europa ocidental, seria crime na certa: duas pontes, porto fluvial, estação de metrô deserta, ruelas, debaixo de viaduto...

Meninas idas, domingo restou em uns breves passeios na rua, sem compromisso. Luciano foi ver o Papa. Fiquei dormindo. Fim do dia foi Rafa ao jogo e nós às malas! Mas tudo certo no fim...

Segundona cedo, transfer, pega Mudado, lonjura, aero, malas, check-in, segurança, ufa. Na chegada a Lisboa, por termos viajado em assentos distantes uns do outros, acabamos nem despedindo de Rafa e Mudado. Eu e Lu tomamos o táxi até Belém (por 9 euros!) e nos fartamos na Confeitaria. Levamos até uma embalagem de viagem! Aí cometemos um erro que eu suspeitava (mas não lembrava): fomos andando até a Baixa. Um longo trajeto, péssimo para pedestres, e sem atrativos. Tempo perdido, ainda por cima de mochila com o macbook às costas! Mas enfim, no centro, sandes, Praça do Comércio etc etc. Desistimos de ir subindo até a Marquês de Pombal, pois ameaçava chuva e estávamos já cansados. Optamos pelo metrô até a Oriente. Ali rodamos pelo bairro, modernoso, e pela linda orla (à la Puerto Madero). Depois, parada para a fome no shopping Vasco da Gama, até variado. Um rápido táxi até o aero, vizinho, tax refund, free shop e avião, pontual. E bye bye Europa...

06 outubro 2010

Roma

O vôo confirmou as percepções no aero de Buda: a italianada não calou a boca. Assim não dá. Na chegada, rolou estresse. O transfer tava esperando, mas Ingrid e cia não estavam no saguão. Quase quase as íamos deixando pra trás. Mas num triz nos encontramos e rumamos para o apê. Lá fomos recepcionados pela filha da proprietária, essa sim, muito atenciosa. O jantar foi numa osteria da região, básico, mas ok.

Dia seguinte, cheio: primeiro, compras de supermercado, para o abastecimento necessário! Depois, almoço nas vielas do Trastevere. Aí sim! Rafael foi cuidar das suas entradas para os jogos de vôlei... Eu, Ingrid, Simone e Luciano rodamos a cidade toda: Campidoglio, Piazza Venezia, Via Del Corso, Piazza de Spagna, Piazza del Popolo, Fontana de Trevi, Panteon, Piazza Navona e Campo de Fiori! Eita! Muito sorvete e bateção de perna. Para o jantar fomos em busca de dicas de restaurantes dignos - até os encontramos, mas fechados! Era segunda, dia árduo para esta tarefa em Roma. Resignamo-mos e fomos de pizza nas ruazinhas do Traste.

Para a terça, Vaticano. Imprimimos as entradas (reservadas pela web para evitar filas) e fomos ao longo do verde Tibre encontrar o "menor país do mundo" e Mudado e cia. Muitas fotos na Piazza San Pietro, Basilica e Tumbas Papais. Depois, dá-lhe Musei Vaticani. Todos impressionados com o volume de turistas e o maravilhoso acervo da Santa Madre Igreja. Pessoalmente, adoro a sala de mapas antigos. Vimos tudo, tudinho mesmo, incluindo a hours-concours Capela Sistina. Fizemos um lanchinho por lá. Depois, Castelo Sant'Angello, cheio de cômodos e corredores secretos. O pôr do sol do terraço é um barato! Eita que andamos! Deu ainda pra caminhar - de novo - pela Corso e o centro histórico, visitando a insuperável Fontana de Trevi iluminada especialmente para a noite. O jantar foi por ali, e já estamos todos cansados deste menu inalterado dos romanos...

Quarta-feira foi o dia da Roma Anticqua: Coliseu, Palatino e Foro Romano. Rafael, então, rumou pro vôlei sagrado. A turma restante, caminhou pela Nazionale até a Piazza de la Republica, perto da Termini, relembrando minha visita anterior. Até entramos na fatídica loja de esportes onde tinha comprado a camiseta-de-vôlei-Santo-Graal pro Rafael, da outra vez. Visitamos as Termas de Diocleziano e o museu local, com muitas esculturas e inscrições latinas. O retorno passou pela velha e boa Corso, jantar na famosa pizzeria da Bafetto, e casa!

03 outubro 2010

Budapeste

A viagem Viena-Buda foi rápida, com muitas paradinhas, e uma clara mudança no perfil dos viajantes quando da transição da fronteira. Saem os jovenzinhos loiros e confusos, entram os senhores com carranca do campo e do finado socialismo local. Na descida da plataforma, nosso tranfer aguardava ("Mr. Rodrigues"). O rápido trajeto nos levou até a hostess (Rita?), com uma simpatia profissionalmente dirigida ao recebimento do pagamento, que nos orientou sobre procedimentos de entrada, estadia e saída do apto, por sinal muito agradável. Como estávamos roxos de fome, comemos uma pizza da vizinhança, grandíssima, mas satisfatória. Todos, menos o guloso aqui, levaram as sobras para casa.

Cedo na manhã seguinte, nosso primeiro destino, o Castelo de Buda (a parte alta da cidade), se mostrou mais frio do que planejávamos. Depois de tudo ver por ali, incluindo a visita ao museu da história da town (muito legal, com seus subterrâneos labirínticos), garantimos um lanchinho na feirinha: pão húngaro quentinho, oco, e MARAVILHOSO! De volta à Peste do outro lado do Danúbio, almoço no Duna Corso, onde provamos o famoso goulash, uma sopinha muito providencial - com o frio, acabei pegando um resfriado. Fui direto pra casa, deixei Luciano cortando cabelo no centro de Budapeste (!) e não quis sair, para me recuperar.

Tentamos negociar um late check out, sem sucesso. O jeito foi zanzar, bem agasalhado, até a hora do transfer para o aero. Mudado foi ao parlamento, Si e Rafael subiram o morro para comprar pão quente húngaro e eu e Luciano rodamos pelo centro. O almoço do Lu foi no Vapiano - uma espécie de Spoleto europeu. O meu foi no MC mesmo! O grupo se reencontrou na saída do apê e o transfer, efetivo, nos deixou no lotado e confuso aeroporto budapestiano/budapestense/búdito. Já ali se sentiu o porvir: italianada falante, gesticulante, extravagante. See u in Rome!

01 outubro 2010

Viena

Amanhecendo, Viena. Primeiro, comprar tíquetes para Buda, porque ninguém quer perder a hora, não é mesmo? A seguir, a pé até o Ibis. Simples. Por falta de opções imediatamente perceptíveis (afinal, elas estavam lá!) e, devido à hora, tomamos café ali mesmo. Não sem antes sermos cobrados pela leoa-de-chácara da entrada, nos explicando a dinâmica de se tomar café (!) em um inglês lento e em alto e bom som (!!) - alô, somos latinoamericanos mas não somos surdos ou buRos! Enfim, tipo 8h30 saímos e fomos ao castelo da Sissy, a imperatriz local de maior renome. Um sucesso. Apesar de eventual chuvinha, conhecemos tudo: palácio, belvedere, jardins, etc. Muito agradável. De volta ao hotel, um cochilo, para um passeio noturno pela Mariahilf, a avenida dos locais; reconhecido o terreno, jantamos num agradável lounge-rest, muito do freqüentado e gostoso. Contava, inclusive, com a cigana das sacolinhas, e seu filho linha Frankenstein, totalmente "Arraste-me para o Inferno". Sucesso.

A rotina seqüente foi a de lanche na "padaria" subterrânea do metrô, com direito a vizinhos de mesa brasileiros e suco de cenoura da Si. Passeio na Dom, centro, museu do relógio. Lanchinho no kebab da rua e visita ao parlamento, com simpático guia bilíngue falando um inglês ok e um alemão bravíssimo. Tempo ainda para visita ao interativo Haus Musik. Um docinho pitstop na Lalka/Torteria local. Depois de banhados, jantar no italiano da esquina mesmo, grata surpresa, no gosto e no preço. Viena, Viena, você é meu talismã...

Dia seguinte foi de separações. Cada qual com seu destino comprístico/turístico. Na rua, encontrei a Si ao acaso, e na volta, o Luciano que não conseguiu visitar a ópera. Parada para um chocolate e lanche, check out no hotel e estação, onde tomamos um trem para Budapeste - e quase perdemos, por uma confusão na plataforma  uma correria quase sem fôlego da trupe!

28 setembro 2010

Praga

Como decidimos, fomos a Praga, eu e Luciano, um dia antes, no sábado. O trem foi ok, sem problemas. Lá, tomamos o metrô, simplificado, e baixamos no hotel provisório; almoçamos ali mesmo, bem ruim diga-se de passagem. O que se deu a seguir foi um zigue-zague sem fim na bela porém chuvosa Praga, já que, pra não nos anteciparmos ao grupo, não visitaríamos nenhuma atração. Jantamos num rest recomendado por um blogueiro (sempre eles) e nos demos muito bem!

Dia seguinte, expectativa com as chegadas de Rafael e Mudado (de Berlim) e Simone (do Brasil). Mais um circuito roda-cidade, agora já equipados com ordinárias sombrinhas de 4 euros sino-paraguaias. Luxo. Check out no hotel temporário e check in no definitivo: agora sim! Ainda que debaixo da ponte, era uma senhora ponte, "A" ponte, na verdade: Karluv Most, símbolo da cidade. Nossa suíte arrasou. Deixamos tudo organizadinho e aguardamos os queridos amigos que chegaram nas horas esperadas. Findo os cumpri mentos de praxe, rumamos, novamente, à já íntima Charle's Bridge, à praça antiga e à prefeitura, de onde pudemos observar todos os telhadinhos molhados e singelos da capital tcheca. A seguir, passeio na calle de las marquitas, como diz o Luciano, onde pudemos ver, e só ver, as vitrines, e o real valor das coroas tchecas (ou simplesmente coroas, ou simplesmente tchecas, ou Kcs, ou CZKs, ou cacetes). Depois, a Old-New Sinagogue no bairro judeu. Lanchinho, então na Paneria. Um percalço: carteira roubado do Mudado. Depois da tentativa infrutífera de resgatá-la na sinagoga (já fechada), corrida pro hotel, onde a Brenoxx Tur conseguiu providenciar os devidos bloqueios de cartão. Após o devido restabelecimento, e jantar tardio num dos únicos locais abertos: Hard Rock Café Prague (e paga-se língua!). Uma volta final pela town e dormir né?

Dia seguinte, café da manhã com a diginidade das 4 estrelas européias (thanks Marra pela dica!), e de volta ao bairro judeu, para museu, casa cerimonial, outra sinagoga (e os tristes nomes dos mortos na 2a Guerra) e o cemitério, válido como cenário de Thriller. Nova visita à já familiar Paneria. Dada a hora, decidimos visitar o castelo, e subimos ladeira. Além do (pobre) antigo palácio, catedral, novo palácio e basílica. Eita. Na saída, numa indefectível lojinha, li tudo sobre a lenda judaica do Golem, mas não comprei o livro pra contar história :P. Na descida, festival do vinho para quem gosta, visita a um novo café, museu do Kafka para os demais e hotel pra mim e Lu. Pro jantar, restaurante recomendado parte II, muito do fino, na rua do hotel mesmo. Espumante tcheco e tudo. O destino seguinte: inferninho, devidamente rastreado e estudado por Rafael e Mudado, onde todos se divertiram com a festa da noite: karaoke! Com direito a muita música local (e todas parecem da Xuxa ou do Legião Urbana!), aprendemos que "j" tem som de "y"e "z"tem som de "j". Já tava craque no sotaque...

Last day e o que nos restava era dormir até tarde, fazer o check-out (mantemos o quarto do Mudado por um precinho camarada até a hora de ir) e zanzar pelo interior de Praha. Com grata surpresa encontramos um centrinho com barracas de comida típica e matamos a fome! Depois, uma passeadinha pela "My Não Sei o Quê", loja de departamentos tipo Macy's, onde, pra minha felicidade duradoura, eu encontrei a cera pra cabelo a base d'água que tinha comprado há tempos na Polônia e nunca mais tinha visto! Comprei logo três pra arrematar. Novas compritas do grupo Julio. O jantar, no restaurante do hotel, foi um fracasso - caro e de péssimo atendimento. Tudo relatado ao responsável do hotel (que, ao contrário, era ótimo). Na ida à estação, descobrimos que não poderíamos comprar com cédulas nas máquinas de ticket do metrô e não tinha balcão com atendimento pessoal. Resultado: juntamos as moedinhas, e ficamos sem pagar os bilhetes de bagagem (obrigatórios para o volume das nossas). Rezei para não ter fiscalização, porque a multa seria pesada... Mas deu tudo certo. O trem foi uma história a parte: Mudado, eu e Lu numa cabine, Rafael em outra (e só) e Simone com colegas, inclusive a gordinha da cama de cima do triliche! Demos o golpe e Simone passou para a cabine do Rafael. O funci do nosso vagão era muito simpático. Tudo foi bem, camas confortáveis, temperatura idem, balancinho do trem... Foi sono em tudo quanto é leito! E que venha Viena!

25 setembro 2010

Berlim II

E aí que o tempo esquentou e foi maravilhoso. Menos casacos, mais ânimo! Fizemos umas comprinhas pelas lojas de Tiergarten, já na Berlim ocidental. Daí ao zôo, onde vivem leões rugidores em pequenas salas e orangotangas atrevidas. Muito gracioso o aquário e os temíveis anfíbios, né Luciano? A seguir, parada no EuropaCenter, um pseudoshopping, mais ordinário que o Shopping Bahia de BH, de acordo com Rafael. Almoço regular. À tarde, visita ao Check Point Charlie, confuso museu com acervo completo sobre fugas e travessias entre as antigas Alemanhas Oriental e Ocidental. Na saída, stop no Sony Center, na Potsdamer Platz, onde a fonte não era mágica mas agradável. Jantar por ali mesmo, sem direito a gorjeta.

Dia seguinte, todos vestidos com suas respectivas roupas recém-adquiridas, destino: Schloss Sophie-Charlotte, localizado no bairro de Charlottenburg. Ocidente, claro. O palácio é bem bonito, jardins idem. O complexo conta com um belvedere recheado de porcelanas, mimosas para quem gosta, um perigo para os desajeitados. Há também um senhor mausolÉUM, onde os corpos da família real da época repousam sombrios e sacros. Uma nova área apresenta ambientes mais modernos do castelo, reformados há pouco. No fim, é bacana, mas não um Versailles, modelo universal e insuperávell, não é mesmo? O almoço, na região, foi agradabilíssimo, e a única garçonete (o que é o padrão por aqui) nos atendeu eficaz e simpaticamente! Delicious! Na seqüência, uma vã tentativa de visita à ilha dos museus, mas tarde demais… Uma passada, então, na Berliner Dom, logo ali, onde Luciano e Mudado apreciaram a vista e Rafael temeu as tumbas e corredores. De lá, um S-Bahn até Schöneberg, onde jantamos em duas fases, uma vez que o prato excepcionalmente apimentado do primeiro restaurante deixou a turma com fome. A saída foi passar no currywurst da esquina. E casa.

Na quinta, acordamos cedo para a rotina museística: Pergamonmuseum, Neue Museum (e o magnífico busto de Nefertiti), almoço no Amici, igrejinha que não soubemos o nome, Deutsches Historiches Museum (imenso, muito interessante, mas não houve tempo suficiente pra tudo!) e, ufa, Topographie des Terrors. À noite, tentativa frustrada de jantar tardio, resultando em cachorro quente!

Sexta e derradeiro dia, Luciano e eu decidimos ir a Praga um dia antes. O grupo se separa. Mudado, ao museu da homossexualidade. Rafael, destino específico :P. Eu e Luciano, Museu Judaico, completo e com arquitetura singular, em ziguezague. A seguir, Memorial aos Judeus Mortos na Europa, e seu guardinha solitário em sua luta ingrata contra visitantes em bicicleta e escaladores das esculturas. Na volta, lanche na famosa Friedrichstraasse. E, voltando para casa, encontro CASUAL com Mudado, que por sua vez esperava o Rafael. Lanche rápido no Mc local para Rafael e casa. Uma vez que a dupla solteira pretendia badalar, eu e Lu saímos na vizinhança, num bar restaurante local, muitíssimo gostoso e animado: Schwarzwaldstuben. Uns drinks e porco defumado pra mim, cerveja e crispy pasta pro Luciano e volta para casa, pois o trem para Praga sai às 08h30!

20 setembro 2010

Berlim I

Vôos longos, conexões apertadas, turma animada, pouco sono. Resumo das primeiras 26 horas de viagem. Até nos estabelecermos, confortavalmente, no apto no Mitte. Um friozinho esperado e suportado. Passeio pela vizinhança, constatação da bela arquitetura da stadt. Muita travessia de rua fora da faixa, pouca praticidade no acesso dos pedestres - Brasília feelings. E Tiergarten. A turminha, muito cansada, volta para casa relativamente cedo. Jantar por aqui mesmo, num italiano onda a torre de Babel se instaura em 5 segundos: italiano (eles), inglês (nós), alemão (eles), francês, espanhol ou português??? Vence a mímica. Jantar ameno e conta ainda mais! Surpresa saber que se pode gastar menos na capital alemã que na brasileira. E cama. Cama. Tanta cama que deu 13h! Aí restou uma voltinha desordenada pelos clássicos Portão de Brandegurgo, câmara de deputados, Unter den Linden, Alexanderplatz, torre de TV (a Brasília aí de novo minha gente!). E o DDR Museum, tão pop, e remexível. Depois, passeio noturno pelo Prenzlauer Berg, jantarzinho e compras no supermercado-amigo da vez. Outra vez: conta menor que do Carrefour. Ou Extra. :P Agora são planejamentos do amanhã e cama.

18 setembro 2010

Em Brasilia

Tudo pronto. Mala despachada, sala de embarque... Farofa-Lisboa as usual. O encontro com os de BH dar-se-á na terra lusitana. Declaro este blog oficialmente reaberto.
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