26 agosto 2012

2012 Norte da Europa - Moscou



23/08 – quinta-feira

Chegamos bem, negociamos com um taxista e fomos pro hostel. Foi ultra rápido, muito mais que eu esperava, graças às vias expressas circulares da cidade. Fizemos check in e saímos pra rua. Tomamos café na Le Pain Quotidien, uma padaria francesa que está por toda Moscou e que virou nosso point diário, com direito a garçonete “amiga”!. Muito bom! Depois, metrô até o Kremlin, para descobrirmos que não abre quinta. Mas a viagem não é perdida, até porque é ali que tudo acontece. Visitamos o mausoléu do Lênin não enterrado, bonequinho de cera. Depois a praça vermelha, catedral Kazam e igreja de Santo Isaque. Passeamos pelo GUM, um shopping/galeria czar/soviético revitalizado, e lindo. Depois, caminhamos bastante até o Museu de História Política, mais organizado que o de São Peters. Comemos na cafeteria vizinha. Volta de metrô. Depois de descansarmos, andamos pela bela av, Arbat, e jantamos no chique Café Besha (é Vesna).

24/08 - sexta-feira

Café francês. Metrô. Kremlin a sério agora. Muita confusão na venda de bilhetes, só tinha um disponível das mil modalidades. Aceitamos, né. Andamos pelo complexo, bem bonito e cheio de igrejas, Belltower, o sino, etc... Depois, barrados na porta do Armoury Museum, porque nosso bilhete não deixava... Vai entender. Passeamos pela praça, compramos presentinhos, e depois fomos almoçar no GUM, no rest do último andar, variadíssimo e muito gostoso e barato. Mais lojinhas e casa. Jantamos no nosso café predileto (ele está por toda a Rússia) e tomamos uns drinks.

25/08 – sábado

Dia perdidinho, Si saiu cedo, nós tomamos nosso último café da manhã na padaria. Depois, metrô e trem, para chegarmos ao distante aeroporto Domededovo. Vôo longo também, de 6h. Chegamos à noite em Lisboa, saímos pra jantar e tomar drinks nas lotadas ruas do Bairro Alto. Depois cama, com direito a acordar em cima da hora! Mas cheguei no Brasil!

22 agosto 2012

2012 Norte da Europa - São Petersburgo


21/08 - domingo

Chegando, a velha confusão do desembarque, com o adicional da imigração russa, lentíssima. Já sentimos a onda dos russos: meio brasileiros na desorganização, muito cafonas, em geral grandões para cima e para os lados.


Mas chegamos em terra bolchevique/czarista. Tudo fechado (domingo, né?), sacamos rublos no Atm, tomamos um táxi e descemos sãos e salvos no hostel, superarrumadinho. Meu receio ao país se mostrou infundado, por hora ao menos, e tudo funcionou legal. Deixamos as malas e fomos visitar nossa vizinha, a catedral Kazaan. Grandona, Vaticano-style. Depois caminhamos em direção à igreja do libertador do sangue derramado, mas antes, uma parada num café com suas vitrines atraentes. Nossa primeira experiência com atendentes russas que não falam inglês, muita mímica e se vira! Deu certo. A igreja em si é agora só para visitação, logo, cobra. Ah, tudo dá um grande desconto para estudantes, então a ISIC vale muito a pena. O prédio é lindíssimo, por dentro e por fora. Achei muito impressionante, a mais bonita igreja que já vi até agora. De lá, um pique e atravessamos o parque nos jardins de verão, cheios de estátuas e noivas e domingueiros e crianças. E sorvete russo. Foi super típico.

Descobri que existe um russo bem arquetípico, chamemo-no Boris, barrigudo, cara branca inchada, voz grave, não tão alto. Sua esposa, Elena, tem cabelo armado, é gordinha ou gordona, roupas estampadas, depreferência em conjuntos. Esse casal tá na cidade toda. Mas o pessoal varia bastante além desse padrão: brancos em geral, mas existem também os morenos do sul. Cabelos escuros ou claros, olhos idem. Magros ou "fortinhos". Muitas menininhas-boneca, e garotinhos de cabelo raspadinho. Achei engraçado, muito homens usam bolsas masculinas, a moda pegou lá a sério. Ah ,e claro, as modelonas russas, magras, magérrimas, loiras, loiraças, ricas, riquíssimas. Essas eu vi nos pôsteres, e em poucos lugares. Mas existem sim.

Continuando, depois do parque tomamos coragem contra o frio (verão de verdade ficou no além-Báltico), e cruzamos o rio Neva até a cabana de Pedro, preservada. Uma paradinha nos suvenires (quase um shopping). Uma chuvinha meio chata, e breve, e fomos ao museu da história política da Rússia. Faltava pouco tempo pra ele fechar, mas achamos que era pequeno - um erro. Desorganizado igual o Charlie's Checkpoint de Berlim, mas muito maior, cheio de objetos e informações sobre a Rússia imediatamente pré-revolução, além de todo o período comunista e após. Várias exposições também. As velhinhas (parece que tem que ser velhinha pra trabalhar nos museus russos) são engraçadas e indicam o trajeto "sugerido", além de entregarem os informativos com as traduções em inglês dos painéis em russo. Mais mímica, engraçadíssimo. Corremos, e voltamos ao centro, jantamos no rest vizinho bem gostoso, de culinária russa, o Ivanoff. E depois, confeitaria Cebec, com tortas lindas e caixinha de financier, hummm.

20/08 – segunda-feira

Tomamos nosso café no estabelecimento vizinho, com direito às donas russas esculachando os jovenzinhos garçons - em russo, coitados! De lá, catedral de S. Isaac, imensa, linda, rrrrica, e paga (museu). Caminhamos, mesmo num vento cortante, até a ilha onde fica a fortaleza de Pedro e Paulo, cheia de atrações. Visitamos a catedral-tumba da ilha, onde estão enterrados os Romanovv, depostos pelos comunistas. Teve até um pequeno show de coral masculino russo. Depois, na ilha, visita à prisão da ilha, onde ficaram, primeiro, os revolucionários, depois, os revolucionados. Muito interessante e elucidativo. Voltamos, o sol saiu, mas o vento permaneceu. Passeamos ao longo do rio, pelas praças, e tomamos nossa avenida predileta, a Nevsky. Entramos num rest de gaiatos, e nos demos bem! Chamava Market Place, e foi bem cool e saboroso. Depois, uma passeada pela avenida e casa.

21/08- terça-feira

Variamos, e mudamos o lugar de tomar café, (tinham três vizinhos possíveis!). Depois, tomamos o metrô e uma van para Peterhof. Funcionou bem, e foi até rápido. Bem mais barato que ir de barco. Lá, o palácio é lindo, os jardins mais ainda. Muitos turistas, maioria russos e espanhóis. Muito agradável e ensolarado. Comemos por lá numas barraquinhas mequetrefes. Jantamos no Ivanoff de novo, ótimo de novo. No fim do dia, demos uma voltinha pelos arredores, uns bares suspeitos e tomamos um café noturno no vizinho.

22/08 - quarta-feira

Acordei mais cedo que os meninos, porque queria aproveitar bem o Hermitage, o destino do dia. Fiz as malas, deixei na recepção (dia de check out) e tomei um café na Nevsky. No museu, peguei abrindo, uma filinha, mas andou super rápido. A agradável surpresa de que estudantes nada pagam (aliás, é uma dica e tanto para a Rússia: ou não paga ou paga menos da metade, em praticamente todo lugar). Hordas de pessoas, mas pelo menos tem um mapa. Imensíssimo, labiríntico, com um acervo de prima. Rato de museu, passei horas. Depois de um lanche tardio no Mc, encontrei com os meninos na saída, enquanto esperava lendo meu Game of Thrones. Fui com eles até o Maket Place de novo, comi uma frutinha e depois doces na confeitaria... Voltamos pro hostel pra pegar as malas, esperamos um pouquinho e metrô até a estação de trem. Lá, uma certa dificuldade para entender a troca do “vale-bilhete” da internet, mas tudo certo. Dá pra embarcar no trem 1h antes da saída, o célebre Red Arrow, com direito a musiquinha própria e tudo. Para certa decepção nossa, houve uma quarta ocupante da cabine, mas literalmente não fedia nem cheirava, o que era vantagem na Europa do verão...

18 agosto 2012

2012 Norte da Europa - Helsinque

Navio com muuuuito duty free, mil e uma bebidas, e, naturalmente, mil e um bebuns! Temperatura agradável, lanche na deli on the seas, tudo legal. Devagarzinho fomos sentindo a vibe finlandesa: xóvens bebendo a valer, tipo caindo, e levando, da barata Estônia + Duty Free umas 20 caixas de muitas garrafas por cabeça. Já causando altas confusões, essa galerinha desembarcou em clima de muita azaração e tiveram que pagar com a própria vida na saída engarrafada (literal e figurativamente).

Tomamos um táxi, que, irritado com o congestionamento, avançou sinais, entrou na contramão e causou emoção na Si (Rafael dormia, of course). No fim, deu tudo certo. Depois de uma pequena confusão no check in (coincidência de surnames), alojamo-nos num big quarto, cozinha, sala e banheiro, linha funcionalismo finlandês. Já era tarde, mas fizemos nossa voltinha padrão, umas 23h da noite. Ou seja, ninguém na rua. Mas ainda tava meio claro (amo verão perto do círculo polar ártico), então passeamos mesmo assim. Na volta, um abastecimento noturno no mercadinho local.

16/08 - quinta-feira


Nada de preguiça. Café em casa (patê de cogumelos selvagens frescos, falsos biscoitos Príncipe, frutas, eba!). Saímos pra igreja Temppeliaukio, católica, circular, escavada numa grande rocha urbana. Depois, Museu Kiasma, de arte contemporânea, com pausa para o café. De lá, para o sem graça parque Kaisaniemi, e descida até a praça do Senate, com visita à expressiva e branca catedral de Helsinque, luterana. Logo pertinho, um destino nosso predileto em viagem: o mercado Kauppatori, onde se come peixes fresquíssimos, sanduíches, berries... Subimos a vizinha catedral Uspenski, ortodoxa russa - que dia religioso! Animados, compramos chocolates na parte fechada do mercado, depois rumamos para o Museu do Design, afinal em 2012 Helsinque é a Capital do Design. Achei pequenino, e pouco ousado (o de Londres é mara!), mas vale ainda. Seu irmão gêmeo é o Museu de Arquitetura Finlandesa, mais simples. O dia ainda rendia, e subimos pela Mannerheimintie até a Aleksantêrinkatu, para rápidas comprinhas e mais café. Depois, shopping Kamppi, no caminho de casa, reabastecimento de víveres e casa. Esse dia todo rendeu e ainda sobrou tempo para internet pra uns, dates pra outro, sopas pra uns e outros!

17/08 - sexta-feira


Sem compromisso, dormimos até tarde, claro. Saímos para uma volta olímpica, inclusindo torre, estádio e museu do esporte. Demos uma volta, também olímpica pela lagoa do centro, e fomos almoçar no Forum, no Chico's, razoável. Sorvetinho na Esplanade. De noite, um drink e uma rápida vida noturna, DTM,  igualíssima à todas as outras.

18/08 - Sábado


Mais sem compromisso ainda, levantamos só para o check out. Passeio tradicional, compras de livros (se não pode vencê-los, junte-se a eles: Game of Thrones); looonga parada na Esplanade, lendo; depois, até o mercado, pra Si almoçar. Eu comi numa pizzaria mequetrefe do shopping. Devagar de volta, e era hora de ir para o porto. Chegando lá, tudo tranquilão, mas o navio russo, muito maior que o Tallinn-Helsinque, era bem mais sem graça, sem um deli delícia, com cassino cafona... Nossa cabine era a da última categoria, mas atendeu sem problemas. Só não dá pra ser claustrofóbico! Jantamos num italiano mezzabocca.

15 agosto 2012

2012 Norte da Europa - Tallinn

13/08 – segunda-feira

Depois de um vôo tranquilão, Tallinn. Um aeroportinho mas bem organizado. Já na chegada, uma abordagem suspeita do agente dos customs, nos questionando origeme destino. Quem não deve, não teme, e fomos logo liberados. Um bus nos deixou no centro, que é bem pertinho. No hotel, o oposto do de Copenhague: um megaquarto. Uma reconhecimento de área já indicou a vocação turística dessa cidade medieval. Almoçamos longamente num rest típico. Ao perguntarmos por Coca-Cola, todo um teatro - ali, só a comida da era do ferro. Muito javali, muitos berries, bem bom. Visitamos a igreja Oleviste, subi os 265 degraus da torre e enxergamos o báltico. Voltando, um chocolatinho da Frida, e descanso no hotel, até a súbita chegada do Rafael. Novo passeio na rua, pela cidade velha, e jantar num rest australiano, muito gostoso.

14/08 - terça-feira


Si não estava se sentindo bem e ficou dormindo. Eu e Rafa subimos até Toompea, o bairro alto murado, onde visitamos a catedral ortodoxa Aleksander Nevski. Estava acontecendo  o culto,  foi bem interessante observar. Depois, descobrimos que não poderíamos visitar o palácio, que é o parlamento estoniano, sem estar num tour. Seguimos para a Catedral de Sta. Maria, católica , depois uma volta pelo parque do palácio, avistando a torre Pikk-Hermann, e visita à torre-museu Kiek in de Kök, que tem uma ótima exposição sobre Tallinn, a cidade fortaleza. Voltamos para resgatar a Si do hotel, e comemos um lanche no delicious Cafe Vertigo, com direito a espumante e torta Sacher. Decidimos seguir pelo lado não velho da cidade, até o Kadriorg, um parque grandão, onde estão o palácio museu (fechado para reformas), jardins, o palácio presidencial, e o Kumu Kunstimuseum, um museu num prédio muito bonito, de arte estoniana. Voltando, passamos pelo shopping Viru, e na passagem de Catherine,jantamos no Controvento, italiano razoável e barato. Claro, o golpe da comida.

15/08 - quarta-feira


Acordamos tarde, e demos a velha volta pela praça velha, cheia, claro. Conhecemos a suposta farmácia em operação mais antiga do mundo. Descansamos na praça, fizemos pequenas compras no shopping, e por lá comemos, em cia. da excêntrica família (de Antônia) de várias mães loiras e suas crianças adotivas (ou não) e alternadamente birrentas. Depois, volta e táxi até o porto, onde embarcamos cedo pro nosso ferry/cruise com destino a Helsinque.

O pessoal de Tallinn é mais velho, na média, que em Copenhague. Quer dizer, os turistas. São muitos, muitos mesmo. Eles chegam em cruzeiros do Báltico, e são muito mais diversos em suas origens que na Dinamarca. o povo vive muito do turismo, então é bem mais ativamente receptivo. São mais diversos também: mais ruivos, alguns "morenos" (de pele clara), shapes diversos, mas nunca obesos.

12 agosto 2012

2012 Norte da Europa - Copenhague


10/08 - sexta-feira


Por que conversa de aeroporto  é tão chata? Por que tanta barbárie? De onde vem tanta gentalha? Qual a razão da existência? Enfim. O vôo, ok, atrasou um pouco; protestos da Polícia Federal. Mas foi em Lisboa que a real face da sociedade veio à tona - alguns vôos da África atrasaram em quase 12 horas e chegaram juntos com os 438 vôos vindos Brasil. Resultado: C-H-A-O-S, mothafucka.  Mas passada a barreira humana, encontrei a Si, e tudo deu certo.

Do aero de Copenhague ao centro se vai de trem prático e simples. Lá, um pulo ao hotel. Passamos a tarde dando uma volta pela cidade, pela Stroget, the all-new via del Corso. A cidade estava cheia, nem tão veranil quanto desejávamos mas movimentada. Tive a sensação que haviam muitos turistas da região, tanto dinamarqueses quanto suecos. Loirice all the way. Descemos pela cidade cortada por reformas de expansão do metrô (culpa do Lacerda?). Fomos até Nyhavn, uma região de bares à beira do canal. Muitas, muitas bicicletas, por todos os lados, em uso, em estacionamentos monstruosos.  Demos uma boa cochilada, depois jantamos no nosso velho conhecido Hard Rock Cafe, vizinho, aberto até tarde.

11/08 - Sábado

Nada muito cedo pra nós aqui em København. Café de leve na padaria Andersen. Caminhada pelo centro, num dia muito mais quente e claro, ainda bem. Subida na torre redonda Rundertårn, visita à igreja anexa, muito bonitinha. De lá, ao castelo Rosenborg e seus jardins, museus de jóias, armas... Uma volta pelo bairro, com lanche numa padaria (sempre) deliciosa. Pelo parque, seguimos contornando o Kastellet, até a Pequena Sereia, realmente pequena e popular. Ao longo do cais, muitas áreas "praianas", mais parques e fontes. Umas fotos em Amalienborg, e uma tentativa frustrada de entrar na Igreja de Mármore - fechada naquele dia para um casamento. Nos restou o Nyhavn novamente, e com sol, sua horda de bebedores e muita animação. A volta foi pela velha Stroget. Depois de descansar no hotel, com toda uma Olimpíada, fomos tomar um drink no Oscar Cafe, que não servia comida decente... Enrolamos, e ficamos sem jantar - sobrou só o McDo.

12/08 - Domingo

Superdormimos demais. Fuso? De novo, café na Andersen. Uma visita ao grande museu Ny Carlsberg, bonitão e de graça naquele dia. Depois, Naationalmuseet, e sua interessantíssima saga sobre os primórdios da Dinamarca, era Viking e idade média. Depois, acompanhamos uma corrida de rua, e passeamos de bobeira. Passamos no hotel, e voltamos para nosso vizinho, o parque Tivoli, tradicional, naquela linha carrossel e trenzinho. Um pouco salgado, e a entrada não dá acesso automático aos brinquedos... Golpe! Mas valeu a montanha russa. Uma pizza comum e casa!

Os copenhaguinos/copenhaguenses/copengues/cops são loiros, magros, bem vestidos e discretos. Muitas famílias de pais jovens, com muitas crianças já grandinhas. Será que casam cedo para ter companhia no longo e tenebroso inverno? A cidade está animada, mas é voltada para os locais; apesar de não serem xenófobos, nem mal educados, me pareceu que eles se bastam. Ah, e dinamarquês = língua do The Sims.
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