28 setembro 2013

Miami, Fort Lauderdale e Bahamas

Miami/Fort Lauderdale

21/09 Sábado

O vôo da Interjet foi bacana - foi o maior espaço para as pernas que já voei em classe econômica! Rapidinho (3h) chegamos nos EUA. Para minha surpresa, juntos com diversos outros originados da América hispânica inteira; demorou até todo o processo de imigração/malas. Saímos e encontramos com a tia Rosana, que já estava preocupada. Do aero, meio sonolentos, direto pra South Beach, pra Jessi conhecer. Sol, fome, sanduíche gordo, água na temperatura certa. Tudo ótimo. Não demoramos tanto assim (naturalmente dei uma cochilada). De lá, fomos pra casa, em Fort Lauderdale. Ufaaaaaa, chegamos. Banhos e malas, a Eileen chegou mais tarde e jantamos comida caseira, delícia! Jessi tomou um pouco de vinho e ficou com mais sono ainda… Não culpo - apagamos!

22/09 Domingo

Acordamos tarde, mas deu tempo de tomar café lá pelo Coral Ridge, no Einstein. De lá, prainha de sempre na altura da velha Las Olas, ótimos sol e água! Mais sono, brozeadinhos, voltamos para casa. Naquele ritmo bom, fui pra piscina ainda, falei com Rodrigo de lá. A Jessi não quis ficar - com medo das feras do jardim, lagartinhos inofensivos mas que a fizeram gritar e correr! Hahahaha! De noite, Jessi e toa Rosana foram buscar comida chinesa e sorvete, bem gostosos, e comemos todos!

23/09 Segunda

Não tão cedo assim, acordamos e chamamos o táxi - nos deixou no aero de Fort Lauderdale, onde íamos ser buscados pelo transfer até o porto de Miami. Só que, por causa de desencontros, tivemos que pegar o transfer do próximo horário, de 13h. Ainda bem que o aero, diferentemente do de Miami, era civilizado e oferecia internet de graça. Muito Skype depois, resolvemos tudo. Fomos deixados no porto, e o processo foi super rápido. Acho que foi a melhor coisa termos atrasado um pouco - nos livramos dos passageiros em massa. Por fim, embarcamos no Norwegian Sky, rumo ao cruzeiro pelas Bahamas de 4 dias.

Cruzeiro nas Bahamas

Subimos para nossa cabine, receosos de que nossa mala compartilhada (a minha) e não identificada do número da cabine, se perdesse. Enquanto isso, lemos todos os informativos da dinâmica cruzeirística (são muitos). Começamos nosso tour pelas dependências. Logo vi a fixação da Jessi pelas jacuzzi, naquela hora ainda pouco disputadas. Com fome, lanchamos num dos cafés. A comida era boa e variada. Depois de rodarmos bastante, participamos do treinamento de emergência obrigatório e fomos para a cabine. A programação da noite era um show de humor. Antes, jantamos num dos rests, bem gostoso até. O show era bem chato… Tentamos animar tomando uns drinks numa das boates, mas não deu muito certo - a DJ Jean era chatíiiiiissima. Resta dormir.

24/09 Terça

Acordamos pro café e desembarcamos, com ajuda de um catamarã, para aí a ilhota Stirrup Cay, particular da Norwegian. O sol, a princípio, estava meio irregular, mas logo mostrou a que veio. A ilha tinha áreas em reforma, mas não impediu de a gente aproveitar bastante o mar transparente das Bahamas. Almoço em terra farto. Muito boa a praia, sem onda nenhuma… No navio, experimentamos outro restaurante; gostamos menos. Depois, show a la American Idol. Razoável.

25/09 Quarta

Hoje, depois do café rápido, descemos em Nassau, Um transfer nos levou a todos ao passeio que escolhemos, o parque/complexo Atlantis, com cassino, shoppings, praia partiular, aquários e parque aquático. Fui nos (não muitos) brinquedos, que adoro, descidas etc etc. Bem bom. No rio lento, desencontramos. Um tempo depois, reencontrados, lanchamos, e fomos passear pela praia MARAVILHOSA. Só que uma tempestade estava se aproximando (ainda lá no oceano), e ninguém podia entrar mais em nenhuma piscina, mar ou brinquedo. Achamos meio neurótico, mas depois que vimos os raios, entendemos. A verdadeira tempestade tropical se abateu; enquanto isso, visitamos os aquários de arraias, tubarões e peixes diversos. Foi legal. Ainda bem que a chuva chegou no fim do dia. Voltamos, correndo pela chuva, pra buscar as coisas no locker e nos secamos no cassino, "super bem vestidos". O bus nos levou de volta ao navio. Mais comida, sorvete, etc etc. Como o show de humor não dava, dormimos.

26/09 Quinta

Por pouco não perdemos a saída pro último passeio - um "resort" na Grand Island. Na verdade, uma pousada grande, com uma estrutura boa (embora, como diz a Jessi, meio sucateada), e uma praia, claro, linda. Aproveitamos uma jacuzzi secreta, pra deleite da Jessi. Pessoalmente, prefiro água fria :P Não quis o almoço incluído, preferi dormir… Ainda bem, pq estava horrível segundo a Jessi. Uma chuva boba no fim do dia, de novo, e fomos levados ao navio de volta. Dessa vez, depois do tradicional jantar no pomposo (e cafona como tudo em cruzeiros) The Palace, fomos ao show sobre Las Vegas. Dessa vez chegamos com antecedência e conseguimos bons lugares. Valeu a pena, pois o show era muito legal.

Fort Lauderdale

27/09 Sexta

O desembarque foi mais tranquilo do que imaginei, imigração de retorno ágil. Tomamos o café antes, ainda bem porque o processo de chegar até o rental (que na verdade ficava no aeroporto!) foi moroso, e estava lotado. Fiquei um pouco bravo, porque em Loas Angeles tudo tinha sido rapidíssimo. A Jessi ficou um pouco com medo de dirigir a princípio, mas eu logo mostrei que era tudo tranks. Rapidinho ela se acostumou com o Focus automático (quer um pra ela) e rumamos pro destino final da viagem: as compras no imperioso Sawgrass. Depois de uma certa dúvida, achamos o lugar, e vaga para estacionar. Chegamos mais tarde do que eu tinha previsto, e custamos a pegar o ritmo. No começo, só eu tava seguindo minha listinha (inha mesmo) de compras, mas bastou eu deixar a Jessi na Carter's, de bebês, enquanto comprava uns tênis pros meus irmãos; ela se esbaldou! Já tava querendo agendar a volta à Flórida! Sei que rodamos muuuuto, claro que menos que os demais brasileiros, maioria absoluta ali, e profissionais das compras. Depois de um lanche meia boca, finalizamos e saímos pra casa da minha tia. Chegando lá, ela ainda tava voltando da casa da Patrícia. Era tarde já, lanchamos de leve em casa, arrumamos tudo e caímos na cama, pra retornarmos no dia seguinte cedo...

19 setembro 2013

Oaxaca

17/09 Terça

A cidade se parece com uma cidadezinha tîpica do interior do Brasil. Uma entrada feia, pistas locais carregadas de caminhões, ônibus, bicicletas e carros velhos. Mas no centro, ela se revela: jóia colonial, bonitinha, ruas estreitas, comidas de rua, pracinha, coreto, luzes, futebol na rua, fotógrafos lambe-lambe, famílias. Lembrei super de Mariana. Depois de alocados, demos uma volta aproveitando o fim da tarde. Pegamos até comemorações cívicas locais. Fomos a diversas igrejas, sempre bonitas. Depois, vimos o por do sol do alto, em frente a uma pracinha da prefeitura, com direito a pelada de bola, torcedores organizados e polícia. Foi delícia! Na volta, jantamos no El Asador Vasco, clássico local. Mais uma volta pela rua e cama.

18/09 Quarta

Depois do café da manhã, muito gostoso por sinal, pegamos o carro e subimos até o Monte Albán, centro da civilização zapoteca. As ruínas são bem grandes e pode-se ver os vales lá de cima. Matheus, o interativo, fez amizade com um turista mexicano, e ficou conversando lá de cima da pirâmide. Eu e Jessi só escutávamos os tradicionais "de la cultura", "San Pablo", "amigo!"... :) Depois da visita, demos uma clássica cochiladinha ao relento, e visitamos o museu da entrada. Já na cidade, lanche e conversa no mercado, depois, ao museu das culturas de Oaxaca, instalado num antigo mosteiro, superbonito e bem organizado. Aliás, como bem apontou o Matheus, o departamento de cultura e antropologia do governo mexicano está de parabéns! Finda a visita, novo cochilo em praça pública, desta vez esperando a igreja de Sto. Domingo abrir. Um lanchinho nos arredores e fomos para o hotel. À noite, voltamos à mesma área pra jantarmos e tomarmos umas margaritas.

19/09 Quinta

Check out feito, café tomado, rua! Voltamos pela mesma estrada que viemos, dessa vez sem ajuda do Google Maps, pois eu esqueci de marcar. Fomos pelas placas e deu certo. A volta me foi mais desconfortável, pois estava no auge da gripe que apanhei na CdM. Fizemos um desvio em Puebla, com intenção de visitar a sua vizinha Cholula, a da Grande Pirâmide. Passamos pelo centro colonial (bonito e cheio) e, com ajuda da Fani (que não é a chachorra da Jessi), chegamos a longíssima Cholula (parando antes para comer uma pizza despretensiosa). Foi tão confuso chegar ali que, na beirada da pirâmide que já estava muito descaracterizada, desistimos. Pegamos nosso rumo de novo para CdM, o de chegamos no fim do dia, a tempo de devolvermos o carro na quinta mesmo, antes que os quebra-moles arrancassem seu fundo (os planos eram devolver na sexta de manhã).

16 setembro 2013

Cidade do México

14/09 Sábado

Cidade do México

Eu e Matheus pegamos o vôo Tam em Brasília na sexta à noite, acompanhados até o embarque pela boa companhia do Igor. Em Guarulhos, recepcionados pela família do Matheus, mãe e irmãos. Bem legal, finalmente os conheci! O vôo foi tranquilo, saiu ma hora, dormi até, cansado da semana cheia. 

Já no México, imigração ok, nenhum baño na área das bagagens, que demoraram infinito. Câmbio por ali, em boa cotação. Na saída, táxi pré-pago, que depois descobrimos ter sido caríssimo! No hotel, em Roma, quarto ainda sendo preparado (afinal, ainda era cedo pela manhã) e encontramos o Rafael. Fomos os três tomar café no nosso Café com Letras local, o Pendulo, uma "cafebrería" bem gostosa. Escutamos as notícias rafaelistas de Caracas, em toda sua especificidade chavista. Voltando ao hotel, guardamos as coisas e saímos para tomar o metrô, rumo, de novo, ao aeroporto - para buscar a Jessi. Uma parada para comprar paraguas, que a chuva tava com cara séria. Uma vida para chegar ao aero, duas trocas de linhas (estavam razoavelmente vazios, era sábado...) e muitas escadas. Lá, uma confusãozinha: o terminal de chegada da Copa era outro! Tivemos que tomar um bus interterminais, bem carinho por sinal. Mas deu certo, pq a Jessi demorou ainda mais que a gente para recuperar a bagagem. De lá, novo táxi pré-pago, por quase metade do valor de mais cedo! Toda essa agitação deu fome, e depois de um rápido intervalo e passeio pelo nosso bairro, almoçamos no vizinho Sobrino's, um sem fim de comidas, cartas de sucos secretas, pimentas mil. Eita. Fomos descansar um pouco, todos. À noite, graças a diversas recomendações do famoso 'compañero' que Rafael conheceu em Caracas (e sabia tudo da CdM), tomamos um táxi até Polanco (ou Polainas, ou Pelanca), bairro nobre e animado. (Não) jantamos no Dulcinea já que a cozinha tinha fechado. Mas tomamos uns drinks, e depois seguimos até a boate Guilt. Hesitamos um pouco, mas entramos. Tava ótimo ali, embora igual a todos os lugares de sempre, o velho portal dimensional que desemboca na boate clássica seja onde vc estiver no mundo. O Matheus, com seus mais de 1,90 m era um farol que a gente encontrava com facilidade. Mais uns drinks, Jessi ficou com sono e fone e foi dormir. A turma da resistência, estranhamente eu incluso, ficou. Valeu a pena, pois conheci o Rodrigo logo, logo. Na saída, uma clássica espera por Rafael, e eu e Matheus fomos embora.

15/09 Domingo

Hoje o dia tava um pouco menos feio. Fomos tomar café na padaria que tínhamos visto no dia anterior, a Globe. Muito boa. Depois, de metrô, fomos até o Museu de Antropologia, passando, ao longo do parque Chapultepec, antes por uma passeata de maestros, professores, que lutam contra a reforma proposta (envolvia também reforma agrária e fiscal, e estava causando muitos protestos México afora, como descobrimos durante a viagem). O museu é muito legal, organizado e bonito. Dá pra ter uma ampla noção dos povos do México, antes e depois da invasão espanhola. No fim da visita encontramos o Rodrigo e o Juan, seu amigo. Juntos, fomos todos passeando pelo parque, parando num café para comer e conversar. Depois, fomos ao museu Rufino Tumayo, de arte. Depois, pelo bairro de Polanco, umas compras rápidas e um almoço tardio de pizza , já que os restaurantes recomendados, tanto pelo Rodrigo quanto pelo compañero venezuelano estavam fechados. Mas valeu a pena e foi divertidíssimo comer em três idiomas, muitas vezes ninguém entendendo nem seu idioma natal hahahaha. Despedidas rápidas, e fomos ao hotel, para nos arrumarmos para a noite. Do dia 15 para o dia 16 de setembro o México comemora a independência, ou o grito,como eles falam. Desde o zócalo, a praça central, o presidente inicia as festas, e o feriado começa, com a rua cheia e animada. Encontramos com o Rodrigo e sua amiga Anna no hotel e fomos a pé até um bar em Roma mesmo (Jessi ficou no hotel). O bar estava lotado, e tocava uma banda meio caricata, meio hipster, de hits românticos mexicanos. Alguns a gente reconhecia pelas versões que foram feitas em português. Depois do show, nos andares de cima, pista com dj, também lotada. De lá, fomos convidados por eles para uma festa na casa de um amigo mexicano. Dessa vez, só eu e o Matheus animamos. Me senti superlocal, e percebi que não tinha problema não conhecermos quase ninguém pq era quase a situação de todo mundo ali!

16/09 Segunda

Feriadão, fomos todos, Rodrigo inclusive, comer no velho Pendulo. Depois, ele se foi, pois estava bem gripado e precisava descansar. Nós fomos até a catedral da N. Sra. de Guadalupe, na periferia norte da cidade. Passamos o resto do dia ali, rezando, visitando e ficando molhados de chuva. Na fome, comi um breve McDo. Os meninos compraram uns badulaques religiosos (tem muito). Voltamos pra casa e descansamos um pouco. De noite, o Rodrigo, um querido, levou a gente a um rest muito bom, El Barrio. A comida, primeira mexicana a sério que comemos, estava maravilhosa - pedimos que ele escolhesse tudo, é claro. Depois, de quebra, comemos uns flans num outro rest, 24 horas, na Zona Rosa. Delícia!

17/09 Terça

Acordamos mais cedo, e eu e Matheus fomos buscar o carro alugado; Jessi buscou nosso café da manhã. Fizemos check out e começamos nossa rota até Oaxaca. Fiquei um pouco tenso, pela fama do trânsito no México, mas logo vi que tava tudo tranquilo. Matheus rapidamente se acostumou com a dinâmica local e com o carro automático. A estrada é boa, e cheia de pedágios (cuotas). Demos umas paradas, jogamos adedanha, cantamos e chegamos no fim da tarde.
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19/09 Quinta

De noite, fui com o Rodrigo jantar no bar/café perto do hotel, casual e jovem. Pedi um sanduba, enorme, de queijo de cabra, que estava delicioso. Rafa e Jessi foram em rests locais também. Matheus, o motorista, preferiu descansar.

20/09 Sexta

Último dia de CdM para mim e Jessi. Mais Pendulo. Tristíssimo, fomos passear pelo centro. O Zócalo continuava cercado anti-manifestações (alô, Istambul) mas a catedral estava acessível. Imensa, rica e escura, como toda boa igreja católica mexicana. Fomos também às ruínas astecas do Templo Mayor, com seu belíssimo museu. Depois, fomos à Secretaria de Educação Pública, onde estão muitíssimos murais do Diego Rivera. De graça e vazio, muito bacana. Apesar da presença estranha de um guia insistente, um lugar muito calmo. Almoçamos por ali, no recomendado Cafe Tacuba, que além de lindo é também delicioso. Passamos por uma doceria gostosa e fomos caminhando até em casa. À noite, Rafa foi dar uma volta e eu, Jessi e Matheus fomos a mais um rest em Roma com o Rodrigo, pro nosso jantar de despedida. Já deu saudade!

Eu e Jessi tomamos o vôo Interjet de madrugada para Miami. Rafa ficou até domingo e Matheus até terça.

(Se eu soubesse que ia gostar tanto, de tudo, tinha ficado mais ;(

03 julho 2013

Dubai

O vôo é longuinho, mas passa rápido na Emirates. Desembarcando, revi meu "aero-hotel", já bem conhecido. Providenciamos o visto (caro!), e pegamos um táxi, numa fila à la Congonhas, mas rápida. A temperatura de 33° às duas da manhã já prenunciava o porvir. Em Dubai, ficamos em hotelão de rede, para meu desagrado - mas não existe muita alternativa. O check in cheio de lero lero, etc etc.

04/07 quinta

Dormimos até tarde, e pouco antes do almoço, tomamos o metrô até o shopping Ibn Batutta. O trajeto hotel-estação é mínimo mas suficiente para estafar de calor. Os óculos se embaçam automaticamente, é muito engraçado. O Ibn fica numa das últimas estações do moderno metrô de Dubai, que, além de ter vagões específicos para mulheres, conta com vagões "Gold"! Hahahaha! Só a cafonice. Lá no Ibn, mais antiguinho, o acesso metrô-shopping é pela velha e boa rua, ou seja, HELL. 5 minutos são suficientes para o bronze do milênio. Esse mall leva o nome de um historiador/viajante marroquino, que andou MUITO pelas África/Europa/Ásia, em todo o mundo islâmico. Para homenageá-lo, o shopping tem sete "tipos" de decoração, referentes à Tunísia, Marrocos, Egito, China, Índia, Andalusia e Pérsia. Curioso! Almoçamos lá e demos uma volta com pequenas compras.

Metrô de novo, insolação, e paramos numa estação perto da marina, pra dar uma sacada. Tivemos que pausar o roteiro, num prédio comercial, pra descansar no ar condicionado! Mais metrô, e agora ele, o soberano Dubai Mall, ao lado do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, blá, blá, blá. O shopping não é de brincadeira. Só pra chegar lá, 10 minutos, entre esteiras e ar condicionado (ele é mais preparado!). Lá, zilhões de andares, lojas e restaurantes - cite qualquer loja: ela estará lá! Rodamos até, fontes, aquários, pistas de patinação, compras, "sheiks" lindos, suas esposas de burka, filhos mil, e, primeira vez, babás (estrangeiras). Por fim, lanchamos, exaustos no Starbucks. Mais voltas, jantar de leve também no shopping.


05/07 sexta

Íamos tomar o café no Mall of the Emirates, mas uma estação de metrô fechada nos fez tomar o táxi com destino ao velho e bom Dubai Mall. Almoço lá no Cheesecake Factory, bombando. Muitos sheiks e famílias - rolou até um momento Skyfall, fotografando alvos de forma discreta. De lá, tomamos o metrô e descemos no centro, Bur Dubai/Deira. Totalmente diferente, mais "vida real". Mas o calor de 45° desanda qualquer um. Além disso, as lojas estavam todas fechadas, aos poucos reabrindo pra tardinha de sexta (dia de folga). Andamos, andamos, andamos (talvez nem tanto assim, mas e a sensação térmica??). Cruzamos o creek (canal) com os locais, em uma embarcaçãozinha que parece de papel. Uma volta pela Bastakiya e ninguém aguenta mais - going home. Antes, no centro de convenções vizinho, um "queimão" de mercadorias, as mais variadas! No hotel, piscina, que descobri ser refrigerada - isso para manter a 29°! Para jantar, eu e Si fomos numa pizzaria vizinha, onde presenciamos um date típico das Arábias contemporâneas - ela, 15 anos, burka-style, véu, celular moderno. Ele, 16, cabelo black power, calça skinny, sneakers cano longo coloridos, iPhone, gordinho; chega a ser engraçado.

06/07 sábado

Dia de ir embora, madruga, táxi ("limousine", de acordo com o concierge), despacho de malas etc etc. Tudo nos conformes, vôo lotado, muitos sultãozinhos chorando (e também, sheikzinhos e khanzinhos). Mas até que foi mais tranks que eu imaginava. Assisti a todos os filmes do mundo. Em Guarulhos, de volta à terrinha, recepcionado pelos precinhos camaradas...

29 junho 2013

Istambul

Vôo ok, dormi, claro. Mas nem água serviram - quer pagar quanto? Na chegada, já tínhamos um transfer programado; o motorista, simpático e jovem, ficou conversando sobre política e protestos, turcos e brasileiros. Na opinião dele, os primeiros eram indevidos e os últimos, justos. É um trajetinho, porque chegamos no Sabiha Gokcen, mais afastado. Mas foi legal pra já ir sentindo as dimensões. Cruzamos da Ásia pra Europa e chegamos ao hotel, no bairro de Sultanahmet, área reservada aos sultões do passado, hoje, centro turístico. O hotel é uma gracinha, pessoal muito atencioso mesmo, fizemos o check in (antecipado) e rua. Rua lotada, a velha e boa Europa (só disfarçada com muçulmanos - tipo França, sabe?). Na praça entre Santa Sofia e Mesquita Azul, tomamos nosso café despretensioso - eu comi uns pãezinhos de vendedores de rua, uma pechincha e muito gostosos. Para entrar na Santa Sofia, compramos o passe de museus, que nos daria acesso a uma lista de atrações por 3 dias. A catedral/mesquita, é linda mesmo, e popular. Depois, uma paradinha na Mado, doceria vizinha. Aí, foi bate-perna no bairro todo, Bazar Egípcio e, claro, Grand Bazar. Umas cerejinhas no caminho, delícia! Depois de cochilarmos um pouco, jantar no House of Medusa, recomendado e vizinho. Bem gostoso!

30/06 domingo

Depois de um café da manhã delicioso (o melhor da viagem!), fomos visitar a Basílica Cisterna. Que surpresa - ela é imensa, subterrânea, e fotogênica. Na hora da Mesquita Azul, pausa das orações, fica pra depois então. Subimos pro Topkapi Sarayi, complexo palacial otomano extraordinário. Visitamos tudo, incluindo o harém. Maravilhoso mesmo. Na descida, paramos nos museus arqueológicos, bem maiores do que eu pensava, e mais interessantes também. Uma exposição (temporária?) sobre uns naufrágios no porto foi o ponto alto. Depois, decidimos ir caminhando até Beyoglu, atravessando a ponte Gálata, com seus pescadores urbanos (!) do Bósforo. Subimos até a torre Gálata, com sua vista do estreito. Na volta, tomamos um tram, que nos deixou na porta de casa. As meninas, de noite, foram jantar, adivinhem? no House of Medusa; sem fome, preferi ficar dormindo.

01/07 segunda

Pela manhã, tomamos um táxi e fomos ao Kariye Müzesi, uma igreja bizantina muito bem conservada. De lá, outro táxi, direto à famosa praça Taksim, que estava comicamente fechada e lotada de policiais, todos sentados serenamente nos banquinhos, impedindo o acesso de potenciais protestantes. Depois, fomos serpenteando pelo bairro, até cair na Meclis-i Mebusan. Pausa para um café no Kahve Dunyasi, e depois um longo trajeto, subindo até o parque Yildiz, e o palácio de mesmo nome - que era praticamente só nosso naquele dia. Um charme.

Na volta, uns velhinhos estavam colhendo umas frutinhas vermelhas e nos deram um pouco. Acho que eram cranberries - as meninas não gostaram! Passamos em frente novamente ao estádio Besiktas Inönü. Subimos mais uma vez na área da torre Gálata, dessa vez mirando o museu Galata Mevlevihanesi, mas estava fechado naquele dia... Almoçamos num rest com vista para a torre, e, na descida pra casa, parei pra fazer a barba - o barbeiro, que não falava inglês, entendeu meu objetivo: turkish style. Saí o próprio Salim. Um semi-longo trajeto até em casa. Jantamos, de novo, no House of, acompanhados de um viajante holândês solitário, gente boa. Depois de tantos jantares, os administradores do restaurante já estavam chegados das meninas e pediram ajuda para elas darem um pente fino na tradução  para português que estavam preparando para o cardápio. Como recompensa pelo trabalho, entradinhas e chás! Fizemos também as tradicionais fotos noturnas, com os monumentos iluminados.

02/07 terça

Tomamos logo o bonde pra chegar à estação Kabatas, com destino ao palácio Dolmabahçe. O último dos palácios otomanos, mas em estilo europeu. Também super legal, mais harém. Bonde de volta, tomamos o cruzeiro do Bósforo das 14h30, de duas horas. A tarde estava linda, nem tão quente assim, e fomos "na janela", então foi muito agradável. Na volta, lanchamos na tradicional Simit Sarayi, pela terceira vez na nossa estadia turca! Acho que somos conservadores... O jantar, no entanto, mudou para um outro rest, que tinha um mestre sorveteiro, ou MS como chamamos, que fazia a diversão dos transeuntes - e rendia muitas vendas para a casa!

03/07 quarta


Depois do check out, no nosso último dia de Istambul, eu e Ciça fomos visitar as mesquitas que faltam (Simone já tava cansada do efeito roupa comprida + pano na cabeça ;). Numa tacada, fomos à Yeni, à Rüstem Pasa e à Suleymaniye, que na verdade é um complexo islâmico. Depois, fomos às compras no Grand Bazar, rapidinho, para a "louçaria" turca, da Ciça. Meu almoço foi um sanduba no McDo... Esperamos nosso transfer pro aero e tudo certo. Ao contrário de Israel, o embarque foi rápido, dessa vez no aeroporto mais próximo, o Ataturk. Último lanche no aero e bye Istambul.

26 junho 2013

Tel Aviv

Já na chegada no fim da tarde, quente, claro, notamos a esperada e gritante diferença de Jerusa com sua irmã mundana Tel Aviv. A ortodoxia foi substituída por trajes de praia, as chamadas religiosas, por tranceira (né, Ciça?), a comida kosher por redes internacionais e bistrôs Michelinicos. Nosso apto foi substituído por um magnífico quarto e sala de janelas infinitas, solar, a dois quarteirões da praia. Rio, é vc? Acho que decidi ficar por ali. Reflexões filosóficas à parte, partimos é pro aproveitamento local. Jantamos num italiano recomendado, o Mel and Michelle, e por pouco não o conseguimos por não termos reserva. Melhor aspargo jamais comido! Acertei em tudo nas minhas escolhas gourmet!

27/06 quinta


Praia! Café na esquina, destino: Hilton's Beach. Apesar de já não ser tão cedo mais, pouca gente na praia, o garçon falante alegou até tédio. Ficamos debaixo de umas estruturas de madeira na areia, na sombra. O calor estava demais, claro. A água mediterrânea, bem morna e ótima. Ficamos lá a tarde toda, descansando e curtindo. Andamos até a Gordon. Depois, na volta pra casa, comprinhas no supermercado (não estamos num flat-lar?). Fomos ao shopping Dizengoff Center, pra ver se encontrávamos uns Moroccan pra Ciça. À noite, saímos pruns drinks num pub, rua lotada, White Night em TLV. As meninas ficaram viciadas numas sementinhas que eles servem com os drinks - seriam de abóbora? Ou girassol? Jamais saberemos.

28/06 sexta

Adivinha - praia, de novo. Só eu e Ciça, que Simone estava desanimada. Antes, Dizengoff Center (a loja estava fechada no dia anterior). Na Hilton's, alugamos umas chaises e ficamos lá, estirados. Ah, as férias... Pós-praia, almoçamos todos num rest meio latino, meio judeu, meio tradicional. Razoável. Último passeio pelas Ben Yehuda, Ben Turion e Dizengoff e bora pra casa.

29/06 sábado

Cedo, cedíssimo, tomamos o táxi, pré-combinado um dia antes com ajuda do nosso host, Amir, muito solícito. Aí sim. Chegamos com a minha tradicional antecedência - melhor esperar no aero que perder o avião. Contávamos, claro, com uma segurança maior, à la fronteira Aqaba-Eilat, mas qual nossa surpresa!, o buraco era muito mais embaixo. De cara, separam a gente na fila para ENTRAR no aeroporto, fazendo perguntas capciosas, tira-teimas e bem-bolados em geral. Detecção de metal? 4 vezes. De pólvora? Abre a mala aí, malandro, tira todas as cuecas pra fora e dá-lhe teste químico. Tudo bastante eficiente, sim. Mas demorado e suspeito. Simone ficou um pouco pra trás mas foi devidamente resgatada por um security-officer admirador, que a escoltou direto à área de embarque. Ufa, por pouco não dava tempo. Tomamos um café meio corrido e embarcamos.
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