30 novembro 2015

Montevidéu

27/11 - Sexta

Depois de passarmos por SP, onde encontramos a Si, chegamos à noite em Montevidéu. Ficamos aguardando a chegada da Ciça e da Sol, que vinham no vôo da Gol. Todos juntos, trocamos um pouco de dinheiro e tomamos uma van até o hotel, tarde da noite. Apagamos.

28/11 - Sábado

Pela manhã, café da manhã meia boca mas passável. Tomamos dois táxis até a Plaza Independencia, onde demos uma volta. Seguimos para a Catedral. Depois, visita ao lindo Teatro Solís. Caminhamos pelo centro, feirinha, o dia estava bonito. Paramos na lojinha, comprei umas coisinhas. Voltamos à praça, descemos no Mausoléu de José Artigas. Depois, fomos caminhando para o oeste em direção à cidade velha. Visitamos o Museu do Carnaval, pequeno mas bem legal. Depois, mercado, onde almoçamos no recomendado El Palenque, caro mas bem gostoso e cênico. Preguiçosos, andamos mais um pouco até a beira-rio, e seguimos a Rambla até o hotel. Depois, descansamos um pouco. Mais tarde, saímos caminhando no sentido oposto ao da manhã, e jantamos no Mingus, aparentemente mais tranquilo - mas na verdade, o movimento começou mais tarde (chegamos umas 21h30), e ficou cheio logo. De lá, as meninas decidiram voltar. Eu e Rafa seguimos pra um bar/balada, chamado Theo. Fizemos uma hora no bar, antes de começar a festa, conversando com um pessoal de Brasília que encontramos ali. Pequeniníssimo. A balada logo lotou, a sensação que tive era que era o lugar certo a estar, na cidade-capital que parece mais ampla que cheia. 

29/11 - Domingo

Dia calmo, café e caminhada até a a feira Tristán Narvaja, um mercado de pulgas que vende TUDO. Se você achou uma tampa de pasta de dente atrás da sua cama, leve lá e exponha que tem comprador :P Depois pegamos um ônibus, seguindo o rumo para almoçarmos no La Pulpería. Chegando lá, cheio! Acabamos atravessando a rua e comemos no Mamma Nostra, gostoso mas lentíssimo. Não vale a pena. Voltamos caminhando até a orla (rambla), como toda a população uruguaia parecia fazer. Seguimos para Pocitos, caminhando, bem agradável. Paramos no café Oro Del Rhin, de idosos, que era como estávamos naquele dia preguiçoso, para berbermos milkshakes. Depois, uma loooonga caminhada até o hotel, pela rambla, muuuito cheia e frequentada, com parada para fotos diversas. Um cochilo, uma volta noturna na vizinhança, lanche no hotel. 

30/11 - Segunda

Pegamos um táxi para tomar café no Medialunas Calentitas, em Punta Carretas. De lá, Sol e Ciça tomaram táxi pro aero. Eu, Rafa e Si ficamos dando volta no bairro, depois no shopping. Almoçamos no La Pasiva, simples e descomplicado, mas bem gostoso. Depois, voltamos para casa, check out, aero e vôos de volta, sem stress.

10 outubro 2015

Kashan (com volta por Teerã)

10/10 - sábado

Depois de umas três horas de viagem, chegamos a Kashan. O motorista parecia não conhecer muito o caminho dentro da cidade. Primeiro, fomos ao jardim de Fin, um povoado vizinho. Cheio de fontes, muito bonito e verde. Depois, fora um pequeno mal-entendido que quase nos faz ir direto a Teerã, seguimos para o centro. Lá, combinamos a hora da volta e começamos a visitação. Fomos à Khan Ameriha, transformada em um belíssimo hotel. Gigante e chique. Depois, fomos a outra casa histórica, Borujerdi. Não tão grande, mas com painéis maravilhosos. Encontramos o motorista lá, que acabou ligando para a agência de viagens para esclarecer a questão do translado + espera. Resolvidos, fiz o guia do guia e indiquei ele a Ameriha anterior hahahaha. Seguimos pela cidade, mais quente que Esfahan, e encontramos os antigos muros da cidade velha. A seguir, mesquita e escola Agha Bozorg, muito cênica, apesar de não muito decorada, sua compleição arquitetônica era quase uma referência axiomática. Decidimos ir até a próxima mesquita, também acoplada a uma escola, a Soltanieh. Mais simples, mas valeu a pena pois conhecemos dois adolescentes, Mohammad e seu amigo, que nos ofereceram picolés e conversaram conosco em inglês. Voltamos, parando apenas para o Matheus comprar suas cervejas sem álcool preferidas,  Dellester. Depois, seguimos viagem para Teerã.

Teerã

Nosso motorista mucho loco fez várias confusões antes de nos levar ao hotel, em prédio imenso anexo à tumba faraônica do Khomeini! Foi muito estranho. O cara da recepção conferiu nossos vistos, falava um parco inglês, insuficiente para agendarmos o táxi da madrugada para nos levar ao aeroporto. Detalhe: decidimos por ficar num hotel o mais perto do aeroporto possível pois o vôo é de madrugada. Com aquela conversa de bêbado, sem muito resultado, um outro homem (hóspede?) ali na hora se intrometeu, ainda bem, e resolveu nos ajudar na tradução. Mas, pra facilitar, ele só falava francês! Respirei fundo e resgatei minhas poucas frases e meu tres desengonçado sotaque e expliquei a necessidade, hora de vôo, se a recepção era 24h etc. Uh-la-la, deu certo. Nosso motorista trapalhão nos acompanhou até o quarto, uma suíte grande de dois ambientes, adequado para receber peregrinos, imagino. O banheiro, iraniano. Ok. Matheus se organizou e saiu,  corajoso, buscando o metrô para ir até o centro de Teerã, na saga pela camisa de futebol da seleção local. Fiquei em casa, sem acesso a alimentação mais adequada pois meu dinheiro acabou e só dava pro táxi! Será na base do biscoito, bolo, chocolate e suco requentado de romã! Mais tarde, Matheus chegou, finalmente com a camiseta e pizza!

11/10 domingo e 12/10 segunda-feira

Nos arrumamos e o táxi no deixou no aero. Vôo ok, madruguento, conexão corrida em Abu, mesmos assentos confortáveis.  Chegada de boa em GRU. Ficamos na casa da mãe do Matheus na noite de domingo para segunda (feriado) e voltamos a Brasília pela manhã. Até a próxima hein!

05 outubro 2015

Esfahan

05/10 segunda-feira

O trajeto foi tranquilo, o ônibus confortável apesar de não ser a versão "VIP" (não disponível nesse horário de 10h). Estrada boa como é clássico no Irã, lanchinho simpático do bus, pessoal de boa. Tomei um táxi, ligeiramente sobrecobrado (ainda assim, R$20) e cheguei ao hotelão imponente. Realmente, bem confortável. Mas a piscina, imensa, suja pelo não uso. É um pecado. Deixei as coisas lá e fui dar uma volta. Atravessei a ponte de pedestres, Si-o-se, graciosa, sobre o rio quase seco. Esfahan tem razão em ser chamada de cidade jardim; mesmo nesse período seco do ano, o verde é luxuriante e causa uma excelente impressão. Parei para lanchar e depois segui flanando sem destino. Passei pelo lindo parque real e caminhei, ida e volta, pela avenida Chahar Bagh Abbasi. Voltei à noite ao hotel. Matheus chegou pouco antes da meia noite.

06/10 terça-feira

Levantamos para um café da manhã farto e com uma bela vista de Isfahan. Seguimos para o tour a pé sugerido pelo guia. Começamos pela Mesquita Hakim,  depois a praça Imam Hossein, passando pelo bazar Bozorg no caminho. Demorou um pouco mas achamos a madrassa (escola)  Nimurvand mas fomos barrados -  apenas estudantes são permitidos. Seguimos para a Mesquita Jameh, imensa, também um museu (fechado para o longo almoço). Paramos para um lanche no café Nathan, bem bom. Continuamos à Mesquita de Ali, com seu alto minarete. Em frente, o mausoléu de Harun Vilayet. Uma caminhada pelo bazar até a praça do Imam, descansando um pouco. Lá, portal Qeysarueh, a fantástica Mesquita Sheikh Lotfollah, a imensa Mesquita do Imam e, finalmente, o palácio de Ali Qapu, com padrobagens únicas. Ufa. Voltamos e tentamos o museu da Jameh mas fechado de novo. Desisto. Numa longa caminhada de volta, lanche tardio no conhecido Kentucky House e hotel. Dormi cedo, morto!

07/10 - quarta-feira

Hoje o dia promete ser mais light. Depois do café, seguimos para Jolfa, o bairro armênio. Mais tranquilo, com algumas lojas fake ocidentais, inclusive Zara e Mango! Visitamos a igreja de Belém, vazia e bela. Depois, Igreja de Maria, mas fechada como esperado. Seguimos para a Catedral, muito bonita e dramática. Anexo, um museu, incluindo uma exibição sobre o polêmico genocídio causado por turcos. Adiante, pelo bairro mais residencial e local, até as pontes. Primeiro, Khaju. Depois, Chubi. Voltamos na direção do hotel, parada para a almoço e sesta. À noite, caminhamos pelo parque real e depois fomos à praça do Imam. Compramos uns doces, voltamos ao hotel para deixar as compras e fomos jantar no Bon Appétit.

08/10 -  quinta-feira

Dia ainda mais tranks. Fomos ao palácio Chehel Sotun logo pela manhã, lindo jardim e afrescos.  Depois, caminhada pelo bazar, almoço, volta ao hotel por um longo novo caminho. Cochilo. Mais tarde, bater perna no Jolfa, junto com a horda de adolescentes na quinta à noite (equivalente ao sábado ocidental). Zanzamos, olhamos lojas, paramos num café para um drink, não, péra, um milk-shake. Volto humilhado pra casa, sem destino noturno.

09/10 sexta-feira

Hoje nosso destino foi o museu da guerra Irã - Iraque, que na verdade é um grande cemitério/memorial, com fotos de soldados, muitos jovens e crianças. Pesado. Ruas paradas, passamos na confeitaria pra fazer nosso embornal pra viagem de amanhã. Em casa, assistimos nossa amiga BBC World. Depois, saímos pra almoçar, quase desistimos pois estava tudo fechado (até a Kentucky House). Mas o turco estava aberto, e comemos ali, foi ótimo. Na volta, paramos no café do jardim do hotel para a sobremesa. Nova pausa no quarto. À noite, última volta pela cidade, parando em algumas lojas para procurar a camiseta da seleção, mas nada.

04 outubro 2015

Yazd

04/10 - sábado

Hossein nos deixou e fomos informados pela recepção que estávamos no hotel errado -  o nosso seria a outra filial, perto. Esperamos um táxi gratuito que nos levou ao destino correto. Lá, uma versão menos charmosa do primeiro hotel. Deixamos as malas e voltamos ao original para jantar. E essa vez, com Internet, que estava chata -  sem novidade. O jantar foi ótimo! Berinjela, kebab etc. Depois, voltamos pra casa.

05/10 domingo

Levantamos cedo como de costume, tomamos uma café meia-boca. Seguimos o roteiro, a pé, do guia. Primeiro, paramos para comprar uns bolinhos delícia de uma confeitaria na Av. Khomeini. Paramos no complexo Amir Chakhmak para umas fotos da fachada (não dá pra subir nas torres). A mesquita anexa estaca fechada. Fomos ao Museu da Água, sobre os poços e canais artificiais construídos na cidade para resistir no período de seca. Seguimos para a mesquita Hazireh. Depois, mesquita Jameh e tumba de Roknaddin. Uma parada no hotel original para um refresco e bolinhos no terraço. Pulamos o Museu da Moeda. Fomos à mansão Lari, pouco conservada. Seguimos para a praça Ziae para visitar a (falsa) prisão de Alexandre. A chamada Tumba dos 12 Imams estava fechada, como imaginado. Depois, um longo trajeto para fora da cidade velha para ir ao Dolat Abad mas também fechado. Decidimos tentar ir ao longínquo Templo do Fogo, parando para um descanso e observação do trânsito peculiar iraniano no trajeto. Também fechado, e reabrirá à noite. Voltei pra casa, o tornozelo um pouco dolorido. Cochilo pré jantar. Levantamos e fomos de táxi até o Templo do Fogo, iluminado pra noite. Voltamos caminhando, passando pela construção antiga do depósito de água e os badgirs. Lanchamos no Sito. Voltamos e ficamos relax no pátio. Engatamos uma longa conversa com Mikhill, holandês, sobre viagens, tomando chá . Ele nos deu algumas excelentes idéias sobre a África; aguardem. Dormimos mais tarde do que nunca em território iraniano (1h!).

06/10 segunda-feira

Tomamos nosso café incrementado com suco de romã e bolinhos. Chamamos o táxi e check out. Na rodoviária, organizada, trocamos os bilhetes. Despedi do Matheus, que ficou para ir ao jogo de futebol que ia ter em Yazd - ele vai pegar um ônibus depois da partida, que é às 15h.

30 setembro 2015

Shiraz

30/09 - quarta-feira

Temperatura super agradável, táxi com taxímetro de boa, hotel digno. Shiraz, welcome! Paramos direto na agência de turismo vizinha, recomendada, e combinamos hotéis, motoristas e ônibus. Tudo resolvidíssimo. Caminhada até a orla (seca) do rio, volta pra a Zand pra comer, o hamburguer era o que tinha. Compras de abastecimento de quarto e voltamos ao hotel.

01/10 quinta-feira

Acordamos cedo e tomamos o excelente café da manhã no pátio do hotel. Bem melhor que em Teerã. Fizemos nosso tour pelas atrações mais próximas, vizinhas mesmo. Cidadela Karim Khan, bazar Vakil, madrassa Khan, mesquita Vakil, maravilhosa,  caravanserai Serai Mushir, Aramgah Shah Cheragh, o lugar mais sagrado dos xiitas, um santuário com o túmulo do irmão mártir do Imam Reza.  Muito bonito, com vários trabalhos em espelho, como é o estilo persa muçulmano. Depois, contornamos e lanchamos uma pizza sabor único do Irã, enquanto o Matheus treinava seu amplo vocabulário farsi. Na sequência, Bagh Naranjestan, um jardim-museu, onde fiz amizade com a intérprete iraniana. Buscamos a mesquita Nasir mas não encontramos. Paramos na mesquita Jameh Atigh e fomos guiados por um senhor que nos explicou tudo é mostrou o santuário espetacular na parte de trás. Ele lembrava da escalação da seleção brasileira da década de 70! Longo dia, voltamos ao hotel, passei na agência de turismo pra fechar os últimos detalhes e demos um cochilo. À noite, procuramos um tal restaurante Sharzeh, sem sucesso.  Voltamos e comemos no hotel mesmo. Amanhã tentaremos de novo.

02/10 sexta-feira

Dia de descanso islamita, depois do café, partimos para a tumba Imamzadeh Ali Ebn-Hamze, bem tranquila. Subimos para a tumba de Hafez, poeta idolatrado no Irã, passando pelo parque Melli. Desistimos de visitar o Jardim Jahan Nama. Voltamos até a Zand para seguir para a igreja anglicana de Simão Zelote, mas estava fechada. Decidimos descansar um pouco no hotel para fechar as visitas em Shiraz na parte final da tarde, quando achamos que o movimento aumentará e as lojas reabrirão. Depois da sesta, almoçamos no Haji Baba. Paramos numa lojinhas pro Matheus comprar uma camiseta, depois um picolé de laranja.  Partimos para a mesquita Nasir al-Molk e estava fechada, 20 minutos antes da hora marcada. Quase desistimos, mas uma família persa insistente bateu na porta e discutiu com o guardião da mesquita. Conseguimos entrar! Ainda bem, porque ela é extraordinária! Vale a pena. Umas comprinhas no supermercado pra excursão de amanhã e casa. Saímos pra lanchar à noite no Seyhoon, bem arrumadinho. A seleção de futebol estava jogando contra o Nepal e ganhou de 10 a 0! Na volta, uma feirinha animada na porta do hotel.

03/10 sábado

Hoje acordamos mais cedo, tomamos café e fizemos check out pra esperar o motorista que vai nos levar a Persepolis, Pasargada e Abarqu, nos entregando finalmente em Yazd.
Persepolis é um sítio arqueológico tão espetacular quanto Petra, Pompeia ou o Vale dos Reis. Os palácios deviam ser magníficos. Foi bom ter chegado mais cedo, antes da maioria das excursões. Seguimos para a necrópole Naqsh Rostam, dos governantes aquemênidas, incluindo Dario e Xerxes.  De lá, Pasargada, que conservou pouco da sua estrutura. Umas duas horas cochilamos no carro depois chegamos a Abarqu, uma espécie de Curvelo iraniana. Fotos da casa de gelo e do domo de Ali. Ficamos sem visitar a mansão da era Qajar e a Mesquita Jameh, fechadas.  Ok. Seguimos viagem margeando o deserto, bem agradável. Yazd chegou até rápido.

29 setembro 2015

Impressões de Teerã e do Irã

A visita ao Irã foi cercada de suspeitas pelas pessoas educadamente ignorantes da realidade do país. O que eu e Matheus pudemos perceber é a completa normalidade, sob a ótica ocidental, capitalista e contemporânea.

As mulheres devem usar um véu sobre os cabelos, sim. E não devem usar roupas que exibam a bunda de forma, digamos, farta. Mas a solução a essas duas normas é bem menos conservadora que o imaginado. Os cabelos podem estar quase plenamente visíveis. As batas, ligeiramente transparentes. Naturalmente, uma parte da população feminina usa um chador longo, exibido numa forma triangular negra sobre todo o corpo. Fica a critério. Pessoalmente, acho até misterioso, mas o nihab é muito mais comum.  A maquiagem, como no resto do Oriente Médio, é forte. As sobrancelhas marcadas em diagonal dão um semblante de vilã. Elas trabalham por aí (incluindo táxis) , nos atendem, estudam, andam nos vagões de metrô mistos, pintam os cabelos.

Calça e blusa justíssimas, cinto com emblema de grife, jóias, cabelos escovados e armadissímos de laquê. Não, não são as mulheres mas os homens! Eles, quase sempre de camisa de botão, justas, barriguinha de pão marcada, calça chino, moleton, jeans ou uma versão super larga local. Barba curta em geral, mas também barbão ou bigode hipster, ou cara limpa. Mochila é incomum, mais popular a bolsa carteira ou uma sacola de loja de marca (falsa).

A vida em Teerã é agitada, a crise passa longe. Como no Sudeste Asiático, as motos abundam e transitam onde couberem, sem constrangimento. A cidade é suja, um sistema de canais faz circular a água de degelo das montanhas, adicionada de lixo e esgoto local, ainda que não fétida. O dia a dia é de metrópole,  poluição, trânsito infernalíssimo. O comércio é muito setorizado. Aqui, a zona norte é mais rica, e mais alta.

Ninguém dá nenhuma bola pra gente, sempre passamos como locais. Mesmo os óbvios estrangeiros são deixados em paz.

Notamos poucas mesquitas aqui. Também ninguém chamou para as orações por meio de alto falantes.

Sabe o toque proibido da Jordânia? Aqui ele parece mais brando. Não sei se casados, mas vários de mãos dadas, afeto, cumplicidade, intimidade. Vimos um semitravesti. Um óbvio casal gay no metrô, alisando cabelos e rostos. Ou ninguém ligava, ou ninguém associava o ato a romance, o que me soa improvável.

A agitação cai a zero junto com a madrugada. Simplesmente não há o que fazer.

O Irã não tem segredo e sua falsa reputação de destino complicado ou perigoso é injusta.
Eu e Matheus achamos que o país está numa situação similar ao do Brasil no fim dos anos 80, mas em melhores condições econômicas. Muitos dos comportamentos sociais, legais e cotidianos nos lembravam toda hora nosso passado. A diferença é a presença da Internet, ainda que não de forma absolutamente maciça. Com a baixa das sanções econômicas, o Irã parece ter tudo para deslanchar. A infraestrutura geral é boa e o nível de escolaridade também. Eles precisam melhorar o nível de civilidade quanto a trânsito e lixo, principalmente. Mas é um povo honesto e cordato, que resistiu ao relativo isolamento de forma digna e não parou no tempo, apesar de toda a questão religiosa.

28 setembro 2015

Teerã

Guarulhos

25/09 - sexta-feira

Saí cedo de Brasília porque o vôo doméstico não era conectado ao internacional. À tarde, Matheus me buscou em GRU e fomos pra casa dele. Cochilei! O vôo foi bem confortável, nossos assentos de primeira fileira foram excelentes. Dormi bastante. Em Abu Dhabi, ficamos na sala vip esperando a conexão, sem problemas.

Teerã

26/09 - sábado

Chegamos de madruga, friozinho. No balcão do visto on arrival, fomos orientados a pagar 50 euros cada e preencher o formulário. Tranks. 1h de espera. Depois de resolvidos, imigração propriamente dita, às 4h15 poucos funcionários. Mais 20 minutos. Nosso transfer nos esperava, graças a Alá. O aero fica a 40 km do centro. Estrada normal, poucas novidades, muito néon. Cidade parada, claro. O hotel, familiar e espeluquento, gerenciável. Sono, please.

27/09 - domingo

Nem tão cedo acordamos, mas nos forçamos contra o fuso. Fomos trocar dinheiro perto da praça Ferdosi. USD 1.000 cada renderam IRR 3.415.000. Bj pro Itamar, vem cortar uns zeros em farsi. Lanchar na rua, então. Compra rápida na mercearia e no tiozinho do pão, mais de R$100. Opa. Será que vamos lavar pratos em 5 dias? Ou enriquecer urânio? Não, péra. Na verdade, eram 3,4 milhões de tomans, uma moeda imaginária que corta apenas um zero dos rials (precisam de mais ousadia brasileira no corte de zeros). Nada mais, nada menos que 34 milhões em mãos, cada. Ricos, eu e Matheus fomos procurar uma agência para agendar vôos e hotéis mas não deu certo. Fica pra amanhã.  Guardamos nossa fortuna e fomos ao museu. Entramos no complexo de prédios que abriga o museu Bagh Melli, bem bonito. Uma volta rápida e nosso destino real: o Museu Nacional. Popular entre turistas (raros de se encontrar na rua), o museu é bem pequeno, sobre a pré história e o período persa. Foi rápido. Decidimos seguir para o bazar, imenso. Almoçamos por lá. Depois, mesquita do Imam, em reforma, apenas o pátio externo podia ser visitado por não muçulmanos. Sonolentos, nos arrastamos de volta ao hotel, numa parada de compras num mercadinho. Um cochilo rápido, nós dissemos. Hahahaha, quase 3h depois acordamos grogues. Para não dormir direto, descemos ao lobby, requintadíssimo com seu pássaro ornamental falante enjaulado. Uma Internet limitada (a maior parte dos sites é bloqueada), contas e jornal persa. Cama cedo!

28/09 - segunda

Hoje foi mais fácil acordar. Café magro no hotel, fomos buscar uma agência de turismo nos arredores da praça Ferdosi mas acabamos achando em uma outra rua próxima a da indicada pelo guia. Depois de umas três atendentes, conseguimos nos fazer entender. Vôo ok, hotéis nem tanto. Nossa amiga queria nos empurrar 5 estrelas, e insistia que era barato. Realmente, para padrões europeus. Duvido que seria 5 estrelas européias também. Depois de muita ironia iraniana, reservamos um 4 estrelas adequado, em Shiraz. Paramos para um café e seguimos para o museu das jóias, mas só abriria 14h. Descemos tudo, até o palácio Golestan, e visitamos alguns de seus museus. Apesar de um pouco abandonado, vale super a pena, os painéis e as salas espelhadas são estonteantes. Caminho de volta até as jóias, era hora. O guarda simpático nos recebeu e entramos após três detectores de metal. Valeu. A riqueza é impressionante. Rubis, esmeraldas, diamantes de várias cores, além de turquesas extraordinárias. Quem precisa das jóias da coroa britânica? Depois, almoço iraniano no Shabestari (شتري).  Teve até vizinho de cadeira puxando papo. Satisfeitos, fomos ao hotel para um cochilo temporizado. Uma hora depois, fomos ao metrô para descermos na região norte. Lá, por causa da falta de acesso de travessia de pedestres, andamos até. Foi bom para conhecer um outro lado da cidade, bem mais ricos (nada de lojas de carros, ferragens, entregadores e motos desenfreadas). Os bairros, residenciais, com alguns comércios charmosos, lembravam Santo Antônio / São Pedro em BH. Mais de hora depois, encontramos um Shake Shack (!), cópia iraniana. Bem bom! Metrô de volta, numa estação erma em reforma. Casa e cama!

29/09 - terça-feira

Apesar de não termos deitado tão cedo, acordamos fora de hora, ambos, e perdemos o bonde do sono. Resultado: saímos um pouco mais tarde. Mas de boa, hoje é bem light. Tomamos o metrô até a torre Azadi, cartão postal da cidade. Estava em reforma (necessária) e não deu para subir. Depois de um papo do Matheus com um iraniano, seguimos de metrô pro palácio Sa’d Abad, no extremo norte da cidade. Uma caminhada morro acima, ingressos e depois a visita. O complexo fica em um parque, muito agradável. Visitamos o palácio branco e o verde. Depois, cansados e semisonolentos, dormimos na grama. Fez até um friozinho. Lanche no Kabooky. Volta pra casa no metrô lotado. Normal.

30/09 quarta-feira

Café da manhã normal, saímos pro bazar pra umas comprinhas do Matheus. Check out e táxi pro aero, doméstico e agradável. Almoço por ali - caro! Vôo foi num avião das antigas, russo, mas confortável.

04 junho 2015

Chicago

04/06 - quinta-feira

A visita a Chicago foi rápida mas excelente. Foi a primeira viagem realmente sozinho (o Egito foi uma excursão). Os vôos foram práticos, noturnos, Brasília-Miami-Chicago. Um atraso em Brasília causou a perda de uma conexão, mas sem maiores dramas - peguei o próximo, 1h depois. Civilização é isso: metrô no aeroporto. 40 minutos depois, cheguei em Boystown, no AirBnB. Tudo certíssimo. Almocei por ali, num mexicano local bem gostoso. Depois, metrô de novo até o loop, o centro de Chicago. Parei na Best Buy e comprei a máquina que queria. Desci ao lago, estava quente, o pessoal estava na praia. Circundei o Navy Pier, parque de diversões icônico. Voltei ao centro comercial e subi a torre Willis, no Skydeck. Passei na Whole Foods, comprei uns lanches portáteis prós próximos dias. Volta pra casa. Depois de um rápido descanso, jantar ali perto. Casa!

05/06 - sexta-feira

Café da manhã no Starbucks vizinho, não sou grande fã. Depois, rumo ao Instituto de Arte de Chicago. Uau, fiquei surpreso. Não sabia do porte e representatividade desse museu. Muito impressionado. Almocei por ali. De lá, passei no Architecture Foundation, e confirmei os horários dos tours de barco. Segui pro Millennium Park,  pavilhões, Aneesh, fonte, cochilo na grama. Andei até, entrei nas lojas,  drink e almoço 2. De volta, morto, fiquei em casa.

06/06 - sábado

Descobri uma padaria francesa (meu ponto fraco) e partir daí comi todos os dias lá! Novamente no Loop, segui pelo canal, comprei o ticket do tour arquitetônico de barco e esperei sob o sol morno. O tour foi excelente, a guia, voluntária, sabia tudo. Depois, fui passear sem destino. À noite, jantar e depois bar, com passeio para as luzes da cidade acesas. Excelente!

07/06 - domingo

Dia lento, acordei tarde. Depois do café na padaria, visitei o museu de arte contemporânea, pequeno mas bem bonito. Fui ao Eataly, sorvete e compras.

08/06 - segunda-feira

Último dia, curto. Café da manhã na padaria, passeio pelo bairro. Descobri uma loja superbacana de sapatos e bolsas. Eba! Despedida do povo da casa, metrô e vôo de volta, desta vez, na hora. Ainda bem, porque fui direto ao trabalho!

11 março 2015

Bangcoc II

11/03 quarta-feira 

Demora um pouco, mas o taxista Zé Bonitinho descobriu como chegar ao nosso hotel-lar. A recepção foi ótima, já de casa. Subimos e descansamos até a tarde. Comemos pela rua, e partimos para a Jim Thompson House, museu que abriga o legado desse americano que foi apaixonado pela Tailândia. De lá, uma volta no Central World, mas sem inspiração para compras... Depois, Millenium, baratíssimo! Lanchamos um kebab da ladyboy e fomos para a casa. À noite, eu fui com a dupla francesa ao Vertigo, bar no terraço do hotel Banyan Tree, que exige uso de calças! Ca-fo-na. Preços excessivos e mau serviço. A vista, claro, excelente! Depois, um pub com ares de Xangai, Maggie Choo. Teve bom!

12/03 quinta-feira

Tomamos café na velha Robinson's, depois fomos de táxi (que trânsito!) até o palácio Dusit/Vimanmek. Lá, de novo, nada de bermudas - e sem empréstimos! Restou comprar uma canga/sarongue. Vários edifícios, museus... Sem programação, voltamos ao Millenium, de táxi, para umas lembrancinhas finais. Mais kebab! Por fim, skytrain e casa. Jantar por ali, no nosso hotel-lar, com direito a drinks afoga-mágoas pra mim e saudades-Ásia pra ambos...

13/03 sexta-feira

Último dia, triste. Café da manhã, volta no bairro, Robinson's. Táxi e aero...

09 março 2015

Phuket

09/03 segunda-feira

Phuket

A passagem já incluía um transfer até o hotel, o Ibis de Patong. Phuket é bem grandinha. Check in, descemos para uma volta beira-mar, até Bangla Road, uma rua de pedestres lotada, com muitos bares, restaurantes e baladas, de todos os níveis. Assusta. Prostituição, claro. Voltamos, piscina no hotel. Banhamos, e jantamos no Leo & Mas, um italiano de respeito. Paramos, na volta, numa farmácia e fizemos um estrago hahaha.

10/03 terça-feira

Acordei malzão de dor de ouvido, que já ameaçava há alguns dias. Tive que acionar o seguro e rumei para uma clínica, onde fui atendido por um doutor tailandês! Medicado, melhor, lanchei e fui encontrar com a Si na praia, próximo de casa. A praia é bem bonita, mais parecida com o que estou acostumado no Brasil (bem extensa). Nem é tão cheia como se pensa, e bem gostosa. Conversamos até o entardecer, muita selfie! Drinks na rua da balada, uma busca infrutífera por uns bares indicados, retomamos e jantamos. Si, corajosa, rumou para um show de ping-pong. Eu, cama!

11/03 quarta-feira 

Madrugada, o táxi demorou mas apareceu. Vôo do padeiro para Bangcoc, sem mistérios.

03 março 2015

Railay Beach

03/03 quinta-feira

Krabi/Ao Nang/Railay Beach

Nossos vôos tomaram a tarde toda, e chegamos em Ao Nang (região de Krabi), de volta à Tailândia, só à noite. Saímos para uma volta pela cidade, tipicamente de balneário. Comemos num restaurante mequetrefe e voltamos para dormir.

04/03 quarta-feira

De manhã, após o café, o transfer do nosso hotel de destino nos levou, de van, até um pier meio improvisado, onde embarcamos num longtail boat, que nos levou até Railay East, já na "boca" do nosso hotel. Nossas impressões foram boas, hotel tipo resortinho, mas os quartos não estavam disponíveis ainda. No problem. Fomos à belíssima piscina! Depois, quarto mara, banho, descansar, almoço na rua-centrinho. Seguimos pela ilha-que-não-é-ilha adentro, contornando por entre cavernas e mangues e mar. À tarde, fui ao pôr do sol na praia, muito bonito, cenário poderoso. À noite, The Last Bar, único recinto concentrador de gente do local.

05/03 quinta-feira

Acordamos para o café e seguimos para o passeio pelas ilhas próximas, de speedboat, barulhentíssimo, incluindo Phi Phi. Esperamos a ladyboy que nos levou até o barco, subimos e fomos para o primeiro destino, Hong Island, de águas transparentes! Depois, circundamos os recifes de Hong Lagoon, e passamos pela Viking Cave – nada demais. Finalmente, Maya Bay, em Phi Phi Leh – muito bonita mesmo, muitíssimo cheia mesmo :P Almoço em Phi Phi Don, snorkeling around, perto de Hin Klang e volta... À noite, jantar no hotel – meio uó, drinks no mini Bang Bang Bar, de cujo dono/barman, homônimo, ficamos chapas (apaixonou com a Elaine)... Depois, fui tomar uns drinks com uma turma do Kuwait (!) que conheci, muito engraçados, no Last...

06/03 sexta-feira

Depois do café, dia derradeiro da Elaine, fomos à praia da Phra Nag Cave, do lado de lá da ilha-que-não-é-ilha. Ladeamos os paredões-caverna, até chegar na praia. De manhã, cheia, na entrada, de excursões para ver a caverna, consagrada para uma deusa da fertilidade local – muitos falos. Demos um tempo e voltamos, pouco antes do almoço, enfrentando hordas de macacos abusados no caminho. Enfim, Elaine se despediu :( Almoçamos um lanche, e fomos para o nosso tour, da tarde, com nossa amiga ladyboy Amy. Desta vez, num longboat, com um garoto-guia, Ya Ya, uma figuraça. Começamos pela praia de Phra Nang, que estivemos de manhã, depois seguimos para fazer snorkel e visualizar a Chicken Island. Fizemos, Tup Island, Si Island, depois uma parada junto a um paredão, para o Deep Water Solo – escalar, à mão e pular na água: delícia! Mais snorkeling, em Tang Ming e jantar com pôr-do-sol na maravilhosa Poda Island, um parque natural. Por fim, já na beirada de casa, nadar à noite com os plânctons fluorescentes, bem bacana. Ufa! De noite, jantar e drinks com a turminha do Kuwait, Bang Bang de novo!

07/03 sábado

Ressaaaca! Pra melhorar, piscina, bem preguiçosa. Conhecemos o Nicolás e a Chan, franceses, ela morando em Bangcoc, ele em Paris. Depois, almoçamos e fomos com os novos amigos para a praia de Phra Nang. Corremos pelo caminho dos macacos, e chegamos a Railay West, a tempo do espetacular poente. Saímos com o dia escuro, banho e jantar pra nós bem fuleiro no Last. Depois, todos tomamos drinks por ali. Já ia começar a “luta” de muai thai no ringue do bar mas me recusei a pagar o couvert de R$20 pra ver o teatro :/ Fugimos pro Bang Bang. Voltamos mais tarde, clima de super balada bêbada estrangeira, turistas, expats, casais, solteiros, barangas, lutadores russos, ladyboys pegando geral... Divertido!

08/03 domingo

Café tardio, piscina... Muita conversa com a turma francesa. Depois, todos à praia de Railay West, até o fim da tarde, quando a dupla se despediu rumo a Krabi e Bangcoc na sequência. Depois de cochilo e banho, jantamos no Mangrove, familiar e delicioso, dica deles! Última noite, últimos drinks no Bang Bang, bye!

09/03 segunda-feira

Café e piscina, de novo ela! Hipnótica... Check out, de malas até o rest de Railay West, de onde sairá o barco. Malas pra cima (tnx, ATP!), areia abaixo (ainda bem que era maré alta), longtail boat até o barco que nos levaria a Phuket – com transfer em alto mar, e muitas paradas para outros passageiros :) Mas o dia estava lindo (como todos) e o trajeto, agradabilíssimo. As cerca de duas horas passaram voando.

27 fevereiro 2015

Siem Reap e Angkor Wat

27/02 sexta-feira

Siem Reap

Depois do vôo da Vietnam Airlines, imigração mais sisuda no Camboja mas sem problemas. O hotel mandou um motorista, mas dessa vez, um tuk-tuk pra nós três e as malas! O cara, Sil, como saberíamos mais tarde, era uma figura, simpático e sorridente. Lá fomos nós, cidade afora, tuk-tukeando. O trânsito é muuuito mais hard aqui, qualquer mão tá valendo - foi aventureiro. O hotel era bem legal, piscina muito conveniente porque o clima cambojano pega mais forte! Saímos para almoçar e encontramos um complexo de restaurantes upscale, vazio... Escolhemos um, Wok Republik, drinks duplos de happy hour. Continuamos depois, passeio pela pub street, cafona, frenética, expats e turistas, muitos bares e rests - a vibe boa do Laos estava no passado, mesmo. Sorvetinho, sucos etc. Voltamos, piscinei, dormimos.

28/02 sábado

Dia preguiçoso mas tomamos café e combinamos com o Sil, nosso motorista designado, a viagem até Angkor, para fazer o Circuito Pequeno, mais intenso. Pela hora, fizemos a rota invertida. Compramos ingresso para três dias e começamos pelo peculiar Ta Prohm, sinônimo da tomb raider, Angelina Jolie. Procuramos Shiloh mas só achamos as massas de chineses! Fotos tranquilas, nunca mais! Calorzão! Depois, Banteay Kdei e Ta Keo, menores mas não menos legais. Depois, a magnânimo cidade Angkor Thom: Bayom, belíssimo, o alto Baphuon, os terraços (do Rei, dos Elefantes, os 5 portões), Phnom Bakheng... Finalizamos de forma épica, com Angkor Wat em si. Descansados, jantamos no Café Latino, digna comida mexicana com drinks acompanhando. Aliás, drink todo dia porque (eu não sei se mencionei), as hot as hell. De lá, nos separamos, Elaine foi ver umas lojinhas e hotel, Simone fazer sua massagem ritualística e eu para mais drinks no club local, Temple Balcony, com uma turminha multiétnica que conheci. Ufa, casa!

01/03 domingo

Se ontem o sono acabou natural pela manhã, hoje fomos despertados às 4h30 para que Sil nos levasse ao amanhecer famoso no prédio do Angkor Wat. Muita gente, Levamos nossa McCaixa Feliz preparada pelo hotel e assistimos, lentamente, as cores solares sobre as ruínas. Foi interessante mas o efeito é menos dramático do que eu imaginava (minha comparação mental com o pôr do sol em Uluru, Austrália). Simone e Elaine foram acabar de visitar Angkor, eu saí e esperei, cochilando, na margem do canal (não sem antes levar uma bronca por ter deitado dentro do terreno do templo). Duas horas depois, juntos, começamos o grand tour, bem mais light que o do dia anterior, e menos cheio. Preah Khan, Neak Phan, Ta Som, East Mebon e Pre Rup. Incluiu uma visita ao banteay Srem, mais afastado - no calor, é ótimo o trajeto no tuk-tuk, aberto, cabelos ao vento. Não era mais que 14h quando acabamos, e pedimos que Sil nos deixasse no restaurante português vizinho, que eu estava namorando há dois dias. Apesar de quente, compensou. A comida estava muito gostosa. A atendente só nos observou como brasileiros na última hora, portuguesa que era. Voltamos para o hotel, meninas cochilaram, eu à piscina. À noite, caminho da roça aos restaurantes, dessa vez só eu e Simone (Elaine estava com dor de cabeça). Fomos ao latino amigo, mais margaritas, gins e companhia.

02/03 segunda-feira

Acordamos para o café, mas sem pressa. Eu havia lido sobre outras atrações além de Angkor e ruínas, sobravam as vilas flutuantes - mas, nessa época, não muito fotogênicas. Passamos. Assim, o dia estava livre. Piscina! Mais tarde, saímos para uma volta pelo centro da cidade e sucos. Ah, o calor! Mais piscina. Pela última vez, voltamos à pub street para comer, até tentamos um outro restaurante, uó, e voltamos ao latino. Mais drinks pra mim...

03/03 terça-feira

Despedida, piscina, voltinha final pelo mercado, comprinhas. Para nossa surpresa, Sil estava ocupado e outro motorista nos levou ao aeroporto. Saída tran

24 fevereiro 2015

Luang Prabang

24/02 terça-feira

Luang Prabang

Aeroportinho, desembarque a pé até o saguão, modelo que tanto amo! Imigração bem tranquila, o oficial até soltou um "obrigado"! A van do hotel nos esperava, trajeto curto. Lá, fomos orientados a nos sentar numa espécie de sala ao ar livre. Toalhinhas refrescantes, chá, orientações (num primeiro momento, tom ligeiramente escolar), suspense. Daí, aos quartos. O hotel é espetacular, à beira do rio Nam Khan, muito verde, quarto bem decorado. Adoramos. Fomos passear na cidade, o primeiro impacto: a ponte de madeira, antiga e com passagem estreita nas laterais externas, tábuas rangendo. Divertida! Tomamos o rumo trocado, e fomos para o meio da cidade, que tem ares muito interioranos. Não sabemos se tem algo a ver com a data mas haviam inúmeras barraquinhas de jogos do bicho local, vendidos por velhinhas, adultos e crianças! Escolinhas, trânsito pacífico... Quando retomamos o curso, cambiamos moeda, e a cidade vai tomando outra cara, mas cosmopolita. Demos de cara com o night market, animado, e entramos num corredor foodie que arrasava. Todas comidas locais, calorento, informal, autêntico. Algumas barracas vendiam um buffet completo, à la Esquina Mineira. Ficamos encantados. Comemos por ali, peixes e frangos e sucos. Bolos para levar. Zanzamos pela imensa feira, artesanato, bugigangas, roupas... Muitos restaurantes e cafés convidativos. Voltamos, pela fatídica ponte, à noite. Emoções para embalar o sono zzzzzzzzz.

25/02 quarta-feira

Café delícia, tomamos as bicicletas do hotel emprestadas. Partimos pro tour templista, primeira parada, à beira-rio (agora o Mekong), Wat Xieng Thong. Lindo, solar. Depois, Museu Nacional/palácio, bem interessante. Alô, bola de fogo, o calor tá de matar! Sucos, templo Wat Mai. Mais voltas de bike, lanche e suco, parada no hotel, almoço por lá. Mais tarde, voltamos para o pôr do sol no alto de Phu Si. Lindo mesmo apesar de cheio de gente. Descemos pelo lado oposto da colina, bem na área central. Observamos passantes e crianças levadas. Depois, mais mercado, de cabo a rabo, lembranças etc. Mais um templo. Compramos mais bolos, voltamos em casa. Revitalizados, jantar na rua, barracas de sanduba e suco. Volta pela nossa pontinha!

26/02 quinta-feira

Acordamos para o café e saímos para o passeio que contratamos - de caminhonete coberta, na carroceria, com emoção pelo caminho, motorista simpatia. Primeiro um elephant camp pra Simone matar saudades. Menor que o de Chiang Mai, mais vazio (pelo horário, disseram). Enquanto Simone fazia um passeio de 30 minutos, eu e Elaine assistimos a trupe de chineses montadas em pelo nos elefantes, descendo ao Mekong para banho. As crianças, depois de um tombo surpresa-planejado pelos adestradores, abriram o berreiro e fugiam dos animais. Os pais, riam e insistiam. Estava engraçado. Voltamos, e ali mesmo pegamos um barquinho que nos atravessou à margem oposta, para visitarmos as cavernas Pak Ou, onde estátuas em desuso ou quebradas dos Budas são depositadas. São duas cavernas propriamente, e o fundo da segunda, mais alta, é totalmente escuro. Baixamos, voltando ao lado original do rio, e retomamos nossa garupa. Looongo caminho cidade afora, para descermos uma hora depois (e duas rápidas paradas - uma para o motorista comprar peixes vivos e outra para os entregar para a esposa preparar o almoço). O destino era a cachoeira de Kuang Si, longa e sinuosa, em várias plataformas, mais ou menos farofarizadas, de água cor de verde, desculpe a redundância, -água. Muito legal e refrescante. Subi até o topo da cachu, ajudando uns pelo caminho, realmente bem íngreme. Não fui à nascente, pois ficava a mais 40 minutos caminhando e as meninas já me esperavam na base. Retorno tranquilo, descanso. Novamente, jantar na cidade, pra mim, pizza sabor da vovó (frango temperado!), muito boa! Mais voltinhas e casa.

27/02 sexta-feira

Tristemente, nosso último dia no hotel e no Laos. Café e táxi até o aero. Tudo, de boa.

21 fevereiro 2015

Chiang Mai

21/02 segunda-feira

Chiang Mai

Descemos na estação, negociamos um táxi até os hotéis (Elaine ficou hospedada próximo à gente). Desta vez o quarto não estava pronto - saímos para lanchar e dar uma volta. Visitamos o templo templos Wat Chedi Luang, depois o Wat Phra Singh, na cidade velha. As ruas cheias de turista e barraquinhas - muitas de suco. Lanchamos em um restaurante simples e voltamos para descansar. Mais à noite, saímos pela vizinhança - infinitos bares frequentados por velhos interessados em sexo, mulheres interessadas em dinheiro, mochileiros interessados em economizar e nós não interessados em nada disso. Ficamos pelo night bazar, bem legal, e encontramos um "food truck point" - a gourmetização chegou à Tailândia. Sucos, satays, batatas e um burger de carne de porco maravilhoso. Depois, casa!

22/02 domingo

Depois do café, visitamos o Wat Chian Man, circundando a muralha da cidade velha, entramos numa loja de roupas bacaninhas. Comprei rapidinho e seguimos. Negociamos com um táxi até o ponto de subida para o Wat Phrathar Doi Suthep - demos voltas e voltas e retornamos praticamente ao mesmo lugar! Na fila, esperamos juntar mais interessados e rachamos o songthaew, serpenteando morro acima. O templo é bem bacana, Simone entrou até na fila da benção do monge - bem desatenta por sinal. Na descida, pedi suco de manga com morango, para surpresa das vendedoras, e estava espetacular. Si comprou uma bandejinha de insetos pra viagem! Tomamos o táxi coletivo e paramos na cidade. Com fome, fomos almoçar no Ruen Tamarind, muito agradável e com comida deliciosa. Na saída, as barracas da feira de domingo estavam sendo montadas. Ficamos zanzando, comprando coisinhas, comendo e bebendo até de tardinha. De noite, depois do banho, eu e Si voltamos para jantar na feira - o melhor rolinho primavera (tamanho família) que já comi! Mais suco, picolé...

23/02 segunda-feira

Acordar, moçada! Dia de passeio. Fomos pegos no hotel, van asiatiquíssima até nosso passeio. Primeira parada: fazenda de orquídeas e borboletas. Seriously? Bonito anyway. A próxima parada Era para passeio pelo rio, a bordo de uma balsa tradicional de madeira. Zzzzzz. Desembarque, volta ao ponto de partida e "almoço" - um buffet tenebroso, faltantíssimo e com coxinhas de galinha concorridas a tapas. Comi basicamente melancias. Depois, elefantes. O show é muito triste, vários paquidermes de diversos tamanhos e idades sendo conduzidos/montados pelos "treinadores", num processo de adestramento chamado Mahout. Dá dó: turistas erguidos (inclua gorjeta, obrigado), dancinhas, quadros printados e até uma bicicleta elefântica. Uó. Simone fez bem em ficar interagindo com uma dupla de pai (ou mãe) elefantes que estavam descansando... Depois, fomos efetivamente montar nos elefantes, em um passeio relâmpago (ainda bem). Fotos, gorjeta, etc. Dali, a pé, fomos a uma mínima vila das "mulheres-girafa", super para turista ver, mas com considerações: há uma polêmica envolvendo essas cidadãs da Birmânia (Mianmar), emigradas como refugiadas (são uma etnia desprezada) ou trazidas como escravas pelas fronteiras. De qualquer forma, não recebem dinheiro do tour - apenas daquilo que compramos delas; o que acabamos fazendo. Depois, volta para casa. Paramos no Rock Me Burger, agora versão restaurante. Imensa porção e deliciosa. À noite, voltinha rápida.

24/02 terça-feira

Café e táxi até o aeroporto, de onde embarcamos para o Laos, na Laos Airlines. Vôo agradável!

19 fevereiro 2015

Sukhothai

19/02 quinta-feira

Sukhothai

Madrugamos e tomamos o táxi até o aeroporto Don Mueng, um pouco mais perto. Vôo para Phitsanulok, normal. Chega do lá, já havia um transfer nos esperando, vendido já no ato da passagem (excelente ideia!), até Sukhothai, nosso destino efetivamente. Nosso hotel era excelente, uma piscina cênica e estratégica para o calor da cidade. Tomamos café, nos acomodamos e fomos deixados no parque histórico. Lá, alugamos bikes e circulamos pelas ruínas da velha Sukhothai, um rolê muuuuito legal. Mais animado, fui até os limites externos do parque ao norte, para ver um templo no alto de uma colina. Voltei, tomei um songthaew até a rodoviária. Tentei um táxi ou tuk-tuk até o hotel, mas os motoristas estavam abusivos. Fui a pé, 20 minutos de caminhada. Depois, piscina, massagem tailandesa, banho e jantar!

20/02 sexta-feira

Acordamos sem pressa, tomamos café e perguntamos na recepção sobre o passeio que queríamos fazer. Muito simpática, a moça disse que o bus sairia da rodoviária em cinco minutos - o único horário da manhã! O motorista do hotel rapidamente nos levou e conseguimos pegar! Uma hora depois estávamos em Si Satchanalai, similar à Sukhothai mas bem mais vazio. Novamente, alugamos bikes e pedalamos até lá, uns 20-30 minutos bem agradáveis. Se Bangcoc é feiosinha como BH, e Sukhothai é a grande Lafaiete - Si Satchanalai é Queluzito. E uma gracinha. Subimos colinas, pedalamos sozinhos, visitamos as estátuas budistas solitárias... Na volta, uma cobra de dois metros atravessa a nossa frente, desinteressada. Voltamos, tomamos novo ônibus e um tuk-tuk até o hotel. Mais piscina, mais massagens... Jantar em casa.

21/02 sábado

Ainda de madrugada, o transfer nos levou até a estação de trem de Phitsanulok. Nós, os monges, os ratos, as baratas, as lagartixas e os pernilongos aguardamos o trem-leito que nos levaria adiante. As cabines não eram 100% privativas, mas ainda assim superconfortáveis. Acordei quase no destino, com os vendedores perambulando pelos corredores oferecendo o café da manhã. Elaine topou e não se arrependeu.

13 fevereiro 2015

Bangcoc om carnaval em Guarulhos!

13/02 sexta-feira e 14/02 sábado

Pré-viagem

Embarquei com Matheus para Guarulhos. Ficamos à noite na casa da família dele, de boa. Sábado, depois de um tour matutino pelo centro da cidade, almoçamos em casa - comida, não da vó mas do vô ;) À tarde, Laís chegada, fomos ao bloco Tarado ni Você, de músicas de Caetano, no centro de Sampa. Demorou um pouco, e graças ao estacionamento que fecharia, saímos mais cedo. Passamos no tradicional Estadão, que eu não conhecia - delícia! Rapidinho pra casa, banhar, fantasiar e sair pro desfile do bloco Treme-Treme, que a família do Matheus apoia. Chegamos cedo, eu e Laís vestidos de homem e mulher pré-históricos, muitos flashes! Demorou e atrasou tanto, que, na iminência de sair, tive que ir embora :/ #xatiado. Laís me levou pra casa, dirigidos pelo Google Maps, troquei de roupa (claro) e peguei mala pra irmos ao aero, vizinho. Lá, encontrei com a Simone (Elaine já havia embarcado, no vôo da Emirates). Despachamos, lanchamos, Matheus ainda fez uma última participação especial, entregando documento e cartão que eu tinha deixado com ele. Por fim, embarcamos.

Vôo Qatar nada demais, não tão preparada. No aeroporto de Doha, menos opções que em Dubai. Mas atende. Jantar (ou café da manhã ou almoço, não sei). Mais vôo - no A380. Fomos "promovidos" ao andar de cima. Sem novidades...

16/02 segunda-feira

Bangcoc

O aero BKK é confuso como esperado mas nem tanto. Depois de uma ida ao controle de passaportes em vão (precisava ir ao Health Control primeiro), encontramos Elaine. Juntos, passamos pelo câmbio, e fomos pra fila do táxi (CGH, é vc?). Tomamos o caminho dos viadutos e vias expressas com pedágios, e em 30 minutos chegamos ao hotel. Impressionante o trânsito - por baixo, nos congestionamentos regulares, acho que levaríamos umas duas horas.

O hotel é bem tranquilo, um apartamento com dois quartos. Saímos para conhecer a vizinhança, calor, comidas, tuk-tuks e motos, milhares delas. Voltamos, cochilamos, e saímos pra jantar - impedidos pelo maître, ainda que educado, porque eu não estava de calça comprida (Brasília, é vc?). Voltamos e comemos no restaurante do hotel, estava cheio e a comida ótima. Foi decisão acertada!

17/02 terça-feira

Efeito jetlag, cedo saímos pra tomar café no caminho para o skytrain, metrô elevado. Descemos umas três estações adiante, e atravessamos a pé o parque Lumphini. Paramos no escritório Travex, para buscarmos os bilhetes da futura viagem de trem. Começamos nosso processo de sucos na rua (viciante!). O bairro era uma espécie de Lourdes. Paramos no santuário Erawan, brahmanista, entre hotéis e shoppings. Lá, dançarinas-cantoras eram pagas para fazerem um tipo de oração-show, vestidas a caráter, em nome do pagante. Depois li que ali era dedicado a resolver problemas financeiros. Partimos para o Central World, terceiro maior shopping do mundo, para repor os gadgets da Si. Tinha até show (tristemente, não muito prestigiado). Ela comprou um Samsung bacanudo. Fomos ao Wat Pathumwanaram Ratchaworawihan, templo budista, como todos os seguintes da viagem. De lá, tomamos um tuk-tuk aventureiro (o que é redundância) até o templo do Buda Dourado - de mais de cinco toneladas, supostamente de ouro maciço. Caminhamos mais pelo Yaowarat, ou Chinatown, mil lojas de ferragens. Custamos, mas achamos uma estação de barco. Fomos até o Central Píer, bem pertinho de casa. Aliás, o sistema de barco pelo rio Chao Phraya é bem prático. Estranho é que a orla do rio é toda tomada por construções, inacessível ao pedestre na maior parte das vezes, com exceção das estações fluviais. Mais tarde, jantar no Blue Elephant, devidamente trajados. Bem fancy, comida excelente, é também uma escola tradicional de cozinha.

18/02 quarta-feira

Desta vez, café da manhã em casa. Tomamos o barco e depois um ferry para visitar o Wat Arun, na outra margem. Bem bonito, em processo de necessária restauração. Voltamos de ferry, sucos e frutas, fomos ao Wat Pho, do buda reclinado, grandão. Si fez o ritual das 108 moedas. De lá, Grand Palace, similar em porte ao homônimo de Istambul. Tive que pegar calças (belíssimas) emprestadas pois são muito estritos ali. Superquente, o passeio é bonito e interessante. Saímos, ainda visitando o Museu Nacional, que me ajudou a entender a história da Tailândia e região. Voltamos, mais ferry e barco. Elaine foi pra casa e eu e Simone tomamos o skytrain (quase integrado ao barco) com destino aos shoppings: passamos pelo The Emporium (cool,de moda) e lanchamos no Siam Paragon, chique (embora a praça de alimentação seja farofenta). Ela comprou uma máquina fotográfica bem legal no MBK, quase uma mistura de Shopping Del Rey e Feira Shop. Descansamos e jantamos no hotel.
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